Mestre Kapela volta a ser homenageado com exposição colectiva no Espaço Luanda Arte

A mostra que estará aberta ao público até ao dia 17 de Abril, antecede a celebração dos 72 anos do artista. É constituída por obras inéditas e será inaugurada amanhã às 18 horas

Treze artistas, nomeadamente Cristiano Mangovo, Don Sebas Cassule, Eduardo Vueza, Engrácia Gouveia, Evan Claver, Hamilton Francisco e Babu, compõem o leque de artistas da II Edição do Tributo ao Mestre Kapela, a realizar-se esta Sexta-feira, 29, na Galeria do ELA – Espaço Luanda Arte, localizada na baixa da cidade.

A exposição, denominada “Pai Grande Nosso, Tu És”, conta ainda com as participações de Joana Taya, Jone Ferreira, Maiomona Vua, Nelson Kissoka, Paulo Jazz, Rasta Congo e Wyssolela Moreira. Entrevistado esta Quarta-feira, pelo OPAÍS, o director do ELA, Dominick Maia Tanner, adiantou que a reverência ao Mestre Kapela, envolve 13 artistas que criaram igual número de obras inéditas e específicas sobre o tema. É uma homenagem em vida, com colegas e amigos das Artes Nacionais.

Dominick Maia Tanner, disse considerar Mestre Kapela, um dos pais espirituais da arte contemporânea angolana, mas também um grande amigo e um irmão como se fosse de sangue. “Ele conta comigo absolutamente e eu com ele. É uma cumplicidade e acima de tudo uma pessoa humilde que nunca criticou ou julgou os outros. Pelo contrário, sempre abraçou todos, mesmo aqueles que o exilaram da UNAP, que foi a sua Casa entre 1989 e 2015”, admitiu. Questionado quanto à possibilidade de Kapela regressar à Residência Artística na Galeria ELA, o curador referiu que o mesmo é quase permanente e encontra-se neste momento a preparar no seu atelier no ELA, uma mostra individual, a ser realizada num outro espaço em Luanda, em finais de Julho.

O também produtor realçou que recentemente o Executivo condecorou uma série de artistas a título póstumo. Porém acredita, que artistas como o Kapela, cujo contributo foi tão importante para a nação e identidade angolana merecem esta honra ainda em vida. “Vamos ver se o Ministério da Cultura está atento ou não. Precisamos de apoio para fazer um livro forte sobre a vida e obra do Mestre Kapela”, disse Dominick, enaltecendo a inquestionável posição que Kapela assume na arte contemporânea em Angola. Inquestionável não só pelo seu trajecto como artista, mas, também pelo facto de ter influenciado directamente toda uma geração de artistas angolanos que emergiram nos últimos anos, e que se afirmam cada vez mais em território nacional e internacional.

O curador recordou, que artistas como Lino Damião, Marco Kabenda, Toy Boy, Nelo Teixeira, Kiluanje Kia Henda e Yonamine, foram todos inspirados pela obra e vida de Kapela, tendo a maioria deles vivido e convivido importantes anos das suas vidas com o seu mestre e amigo. “Inquestionável, por isso, é este tributo ao “Pai Grande” e espiritual da arte contemporânea angolana, a quem prestamos homenagem e prestigiamos hoje, como forma de agradecimento pelo seu instinto de sobrevivência e renascimento, contra tudo e contra todos, e contra tantas vicissitudes da vida e da `morte´ porque passou, referiu Dominick Maia Tanner.

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