Moçambique confirma primeiros casos de cólera entre sobreviventes de ciclone

Moçambique informou nesta Quarta-feira que cinco casos de cólera foram confirmados na região da cidade portuária da Beira, duramente atingida pela passagem de um ciclone intenso que matou mais de 700 pessoas ao longo de uma faixa do Sudeste de África

O ciclone Idai abateu- se sobre Moçambique perto da meia-noite do dia 14 de Março e depois rumou para os vizinhos Zimbabwe e Malawi, deslocando centenas de milhares de pessoas e arrasando uma área de 3 mil quilómetros quadrados. Os esforços de ajuda têm-se concentrado cada vez mais na prevenção ou contenção do que muitos acreditam serem surtos inevitáveis de doenças como malária e cólera.

“Fizemos os exames de laboratório e podemos confirmar que estas cinco pessoas testaram positivo para cólera”, disse aos repórteres Ussein Isse, autoridade de Saúde moçambicana graduada. “Vai-se espalhar. Quando você tem um caso, tem que esperar mais casos na comunidade”. Agentes de Saúde também estão a lutar contra 2.700 casos de diarreia aguda, que pode ser um sintoma de cólera, alertou Isse, acrescentando que o governo organizou um centro de tratamento de cólera no hospital da Beira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai enviar 900 mil doses de vacina oral anti-cólera das suas reservas globais para áreas afectadas. O carregamento deve partir no final desta semana. O saldo de mortes do ciclone Idai em Moçambique subiu para 468, disse uma autoridade moçambicana de gestão de desastres – o que coloca o número total de mortes em Moçambique, Zimbabwe e Malawi acima de 700 pessoas, e muitas mais estão desaparecidas.

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