Ver duas vezes

Hoje é assinalado o Dia do Revisor, figura extremamente importante em escritórios de produção de informação, textos sobretudo. Ainda ontem o meu artigo saiu mostrando isso mesmo, enganei-me no nome do artista que queria ligar a uma certa canção. E passou. Dá nisso escrever já depois do fecho e às pressas. Atribuí a Calabeto uma canção que ele não cantou. Faz parte da vida. Se um erro num texto pode ser ressalvado reeditando-o ou corrigindo a informação no texto seguinte, isso já não acontece com a vida. Não há segunda oportunidade, não é um jogo electrónico para começar de novo. Digo isto por causa dos comportamentos a que ainda e persistentemente se assiste nas nossas estradas e na falta de cuidados com a saúde. Por exemplo, os últimos relatórios provinciais sobre saúde mostram que os angolanos se estão nas tintas para os cuidados necessários, como se pudessem ter alguém a corrigir a vida para estampar um guião de existência bonito sobre cada um. A subida dos números de infecções com o VIH e com a tuberculose mostram como as pessoas se esquecem de olhar uma segunda vez para a informação já mais do que divulgada sobre as formas de contágio e sobre a prevenção.

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