A luta para conseguir divisas

O negócio que traria a Costa de Oliveira uma margem de lucro grande acabou por se transformar no seu pesadelo. Meses depois de ter assumido o compromisso, o Banco Nacional de Angola (BNA) emitiu um instrutivo sobre os produtos prioritários a serem adquiridos no exterior do país, na qual não faziam parte laboratórios escolares.

Diante desta decisão, o BPC recusou reiteradas vezes os seus pedidos, o que terá transformado o “sonho” de Costa de Oliveira de “facturar à grande e à francesa” num dos seus piores pesadelos. “Ele viu-se obrigado a comprar divisas no mercado informal, numa altura em que o câmbio estava elevadíssimo para honrar o compromisso que assumira com o governo, mas, mesmo assim, teve dificuldade para transferi-los”, explicou uma fonte ligada ao processo.

Antes de ser decretada a sua detenção, em meados no mês passado, Costa de Oliveira, de 53 anos, enviou aparentemente de forma desesperada, inúmeras cartas ao BPC solicitando a transferência do dinheiro. Numa delas, datada de 28 de Maio, fornecia informações sobre a exportadora, a Maesco Inc, fazendo menção de que os montantes seriam levantados numa conta domiciliada no banco First National Bank of Omaha, sedeado em Omanha, EUA.

Este documento foi acompanhado por uma declaração, na qual autoriza o BPC a levar a débito tanto numa conta indicada por si como em outras que detém nesse banco, o valor que vir a ser exigido ao banco, a título de penalização, por qualquer das entidades controladoras de operações cambiais de mercadorias pela não entrega da documentação obrigatória dentro do prazo estabelecido. O sócio-gerente da Soba Kilundu justifica ter conhecimento do conteúdo do instrutivo nº08/99 do BNA, de 21 de Maio e o Decreto nº 55/00, de 10 de Dezembro, e que se comprometia, de no prazo de 90 dias, a contar da data da efectuação da operação cambial.

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