Inimaginável

Vai andando a discussão em Angola, nos últimos tempos e em alguns círculos, sobre se a está ou não gente a abandonar o país. Há. Não é problema, em todos os países do mundo há quem saia para viver noutro sítio. Uma saída, porém, deve ser obrigatória aos angolanos, física e mental. Os angolanos precisam de se passear pela África Austral, capitalizando o seu papel histórico na libertação das nações. E precisam de o fazer com orgulho. Mas para isso é necessário sair-se mentalmente da estupidez histórica em que estamos a caminhar, levados por egoísmos incompreensíveis e inimagináveis para quem tenha postura diferente. É preciso que os angolanos aprendam o seu papel nessa luta, sem partidarismos, sem esconder protagonismos. Os nomes dos generais angolanos dos dois anteriores presidentes, têm que ser gritados. Os campos de treino do ANC e da SWAPO em Angola devem ser pólos de turismo, os nomes dos angolanos que os treinaram devem ser honrados na Namíbia e na África do Sul. Há uma história para recordar, nomes para honrar, lições para ensinar. Mas nós olhamos demasiado mal para a nossa história, lidamos mal connosco mesmo, andamos demasiado ocupados a assassinar politicamente os outros, a nação. Não estamos à altura da nossa própria história.

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