Carta do leitor: As reclamações dos adeptos do 1º de Agosto

POR: José A.D. Ngongo, Malanje

Ilustre director do jornal O PAÍS, votos de uma manhã de trabalho na paz, uma vez que estamos na semana da reconciliação, tendo em conta o dia da Paz, a assinalar-se nesta Quinta-feira em todo o país. O futebol, por ser um desporto de massas em todo o mundo, tem subjacente valores que o conformam. Por isso, o Girabola Zap, em Angola, não foge à regra: a ética, estatutos, regulamentos e leis regem o desporto rei no ordenamento jurídico angolano. Por ser leigo em matéria de direito, mas por acompanhar o futebol doméstico, fico perplexo em saber que o 1º de Agosto e os seus adeptos estão agastados com a sanção da Federação Angolana de Futebol (FAF) aplicada àquela formação. As imagens, no jogo da 17ª jornada do Campeonato Nacional com o desprtivo da Huíla, provam que a verdade desportiva foi redondamente beliscada. O campeão nacional perdia por 3-0, mas por o desportivo ser sua formação satélite e “elevador financeiro” nos momentos difíceis, não teve outra alternativa senão “abrir-se” em campo até ao empate. Os atletas não se faziam aos lances. As imagens provam. Não foi em vão que o técnico dragan Jovic se chateou e tentou pôr o seu cargo à disposição. Porém, o resultado já lá estava. Mesmo assim, alguns adeptos ainda tentaram tapar o sol com a peneira, esquecendo-se de que o Girabola Zap, uma vez mais, ficou sujo com aquela longa metragem em preto e branco. A FAF instaurou um inquérito, mas insisto em dizer que sou leigo em matéria de direito, logo agiu da melhor forma retirando os três pontos ao “Pri” e ao desportivo da Huíla. O meu espanto vai para aqueles que continuam a defender o 1º de Agosto sem fundamento. Será que recebem “argum” da sua direcção?

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