General Furtado pede mais dignidade para famílias e órfãos dos heróis nacionais

O antigo chefe de Estado Maior das Forças Armadas Angolanas, Francisco Pereira Furtado, durante a sua intervenção numa palestra sobre o Dia da Paz, que se assinala amanhã, traçou um breve quadro histórico dos processos, acordos e principais batalhas que permitiram o alcance da paz efectiva no país

O antigo chefe de Estado Maior das Forças Armadas Angolanas, Francisco Pereira Furtado, considerou ser importante reflectir sobre os principais acontecimentos que conduziram o país a alcançar a paz efectiva. Durante uma palestra realizada, ontem, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, subordinada ao tema “os caminhos que levaram Angola à conquista da Independência e da paz”, Francisco Furtado, exortou a sociedade no sentido de não voltar-se a cometer os erros do passado, sob pena de comprometer novamente a construção desta Nova Angola e de um futuro melhor.

Para ele, existe a necessidade de se conhecer melhor os problemas que o país tinha naquela altura, assim como os actuais, com vista a preservar sempre os modelos que originaram bons resultados no passado político, militar e social. “Os angolanos conseguiram construir o país e conquistar a sua paz. Muito já foi feito, mas também reconhecemos que muito há por se fazer ainda na construção dessa paz”, reconheceu o General do Exercito, Furtado.

Valorização dos heróis

Quanto à valorização e reconhecimento dos heróis da Pátria angolana, Francisco Pereira Furtado, defende mais respeito por aqueles que perderam a vida em prol desta paz. Para o palestrante, a maior honra passaria por se criar condições para que as suas famílias e os seus órfãos tenham, de facto, o apoio e a dignificação necessária. “Os heróis da Independência, da defesa e da soberania nacional merecem todas as honras, o respeito e a exaltação pelo papel que desempenharam para que Angola seja hoje um país livre e digno de respeito no contexto das nações”, referiu aquela alta patente do exército.

Patriotismo na juventude

Para se preservar as conquistas alcançadas até ao momento, é imperioso que a juventude revele uma conduta digna e evolua para um padrão de patriotismo no quadro das premissas do país, instituídas em prol do garante da paz e da estabilidade. Reconheceu Francisco Furtado que é na juventude que se podem forjar grandes lideranças que irão assegurar a continuidade, condução dos programas e estratégias para o desenvolvimento do país. “O futuro de Angola depende da capacidade da sua juventude em aprender a pensar e a fazer o bem, trabalhando e mostrando o que sabem em qualquer parte do território nacional”, disse.

Reconheceu, finalmente, que o futuro de Angola passa pelo alicerce que a geração actual for capaz de construir, sobretudo nos sistemas da Educação, Saúde, economia e numa aposta firme na Cultura Nacional. No dia 4 de Abril todos os angolanos se reúnem para comemorar a data que marca o fim da guerra em Angola, que permitiu que hoje estejamos a viver em harmonia. Nenhum angolano se esquece da data em que decidiram pôr fim ao conflito interno. Angola é hoje um país completamente pacificado. Os angolanos concentraram-se, depois do fim da guerra em 2002, na reconstrução do país e na consolidação da democracia.

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