Privatização de 7 empresas em Angola atrai mais de 60 investidores

A privatização de sete empresas industriais em Angola já atraiu o interesse de mais de 60 investidores nacionais e internacionais informou o administrador executivo do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE)

Gilberto Luther, que falava numa sessão de esclarecimento sobre a privatização das primeiras sete unidades industriais localizadas na Zona Económica Especial Luanda/Bengo, adiantou que a maior parte dos interessados é de nacionalidade angolana. “Investidores portugueses e espanhóis também se mostraram interessados na eventual aquisição destas unidades industriais”, acrescentou o administrador executivo do IGAPE. Das sete empresas à venda, como referiu OPAÍS em edição passada, apenas uma está em funcionamento, nunca tendo as restantes operado desde a criação da ZEE em Outubro de 2009, embora possuam maquinaria e equipamentos, oscilando o preço de venda entre três milhões e 18 milhões de dólares.

O Governo angolano pretende arrecadar pelo menos 80 milhões de dólares com a alienação destas primeiras sete empresas, de um universo de 52 unidades industriais instaladas na Zona Especial Económica Luanda-Bengo. Angola aprovou legislação sobre privatizações 1994, a fim de aumentar a eficiência, produtividade e competitividade da indústria angolana, tendo entre 2001 e 2005 chegado a identificar 102 empresas para privatização total ou parcial, processo que não chegou a ser concluído.

Zona Económica Especial Luanda- Bengo

A Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo é um espaço industrial de referência concebido para o estabelecimento de actividades económicas de produção, transformação e fabrico A zona engloba um Núcleo Central, composto por cinco edifícios destinados ao estabelecimento das actividades administrativas, e está dividido em quatro Quadrantes. Cada quadrante está sub-dividido em plataformas, cada uma delas projectada com as infra-estruturas necessárias ao adequado funcionamento de todo o espaço para a implantação de várias unidades fabris, destinadas, por exemplo, ao fabrico de produtos farmacêuticos, plásticos, vestuário e calçado e materiais de construção, entre outros.

Cada Unidade Fabril é constituída por uma super-estrutura pré-fabricada e edificações anexas de apoio, portaria, refeitório, reservatórios de água e de fuel, geradores de emergência, parque de armazenamento de materiais e de produto acabado, assim como parques de estacionamento e arruamentos, redes de águas, de esgotos, de electricidade e de telecomunicações. Cada edifício do Núcleo Central tem uma área de 1120 m2 e um desenvolvimento em altura de três pisos elevados, excepto um dos edifícios que se desenvolve em 4 pisos elevados. Os pisos térreos são destinados a estacionamento e áreas técnicas e os restantes pisos para escritórios.

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