A água das cisternas

Alguém quer saber o que é mesmo incompetência? Basta olhar para como Angola não consegue, em parte alguma, fornecer com regularidade água potável aos seus cidadãos, independentemente da dimensão do aglomerado. Pode-se dizer que Luanda é uma cidade demasiado grande e que isto impõe problemas de todo o tipo e depois todos os outros blá, blá, blá.

E então, na zona urbana do Dondo ou do Chinguari também é problema de dimensão e demográfi co? Há coisas que podemos até aceitar em algumas localidades, condescendendo como santos, mas noutras não.

Por favor. A coisa vai ao ponto de o Governo provincial de Luanda estar preocupado com os preços praticados pelos vendedores de água por cisterna.

Haja paciência! Esses vendedores são alguma espécie de negócio ofi cial, licenciado e reconhecido? São fi scalizados, pagam impostos e sabe-se da qualidade da sua água? Se assim for, bem, nunca mais teremos água a sério nas nossas torneiras, a candonga fi ca política do Estado. Aquilo com que o Governo Provincial e a EPAL se deveriam preocupar é com a prestação de um serviço de qualidade nos mínimos do exigível num país minimamente civilizado, em pleno século XXI. E já agora, porque a desculpa já vai esfarrapada, não é resquício da época anterior, do “outro senhor”, como se diz, já lá vão vai dois anos, faça-se alguma coisa que se nota.

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