APN pede abertura de inquérito à TAAG

A Aliança Patriótica Nacional(APN) pede a abertura de um inquérito para se apurar responsabilidades sobre o vazamento de óleo de um motores do avião Kifangondo, da TAAg, no Aeroporto da Mukanka, no Lubango (Huíla)

Segundo uma “participação de ocorrência” dirigida ao ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, datada de 21 de Março e assinada pelo presidente da APN, Quintino Moreira, a que OPAÍS teve acesso, o vazamento foi detectado por um dos sinalizadores quando o voo DT 462 se preparava para descolar com destino a Luanda, no dia 12 do mesmo mês. Face à situação, segundo a Aliança Patriótica Nacional, o avião com 150 passageiros foi forçado a desligar os motores e evacuar os passageiros depois de se constactar o vazamento de óleo em grande quantidade.

Na carta dirigida ao titular dos Transportes, esta força política sem assento na Assembleia Nacional refere que o que ressalta é o facto de, naquelas condições, ter sido autorizada a realização do voo, sem a observância dos procedimentos normais da própria TAAG, da IATA e da OACI. A situação assustou os passageiros pelo facto de se ter seguido ao despenhamento, no dia 10 de Março, de um avião Boeing 737 800 MAX da Ethiopian Airlines, que vitimou 157 pessoas. Entretanto, a APN deu nota positiva ao sinalizador que “evitou que ocorresse uma tragédia”, cujo saldo poderia ter sido a perdas de vidas humanas.

Nestes termos, segundo a carta, considerando que a “vida é o bem jurídico de tal grandeza garantido e protegido pela norma constitucional do direito angolano”, e atendendo à gravidade do assunto, solicitou-se um inquérito para se apurar responsabilidades, para se evitar situações do género no futuro. Refira-se que entre os passageiros estava uma delegação da APN que esteve em visita de trabalho às províncias do Namibe e da Huíla para constatar o grau de funcionamento dos secretariados provinciais. Uma fonte da TAAG confirmou a recepção da carta dirigida ao ministro dos Transportes, com cópias ao PCA da companhia de bandeira angolana e ao INAVIC, mas diz desconhecer se já terá sido aberta uma investigação sobre o assunto.

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