Ministro dos Transportes defende maior empenho dos quadros para dinamizar o sector

Para continuar a alcançar as metas traçadas na área dos transportes, um dos sectores com maior aposta do actual Executivo, ricardo Viegas de Abreu disse ser necessário que os trabalhadores sejam mais dinâmicos e produtivos

O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, defendeu, ontem, em Luanda, maior desempenho, disciplina e responsabilidade dos recursos humanos, de forma a dinamizar e alcançar os objectivos traçados no sector que dirige. Segundo o governante, os objectivos na área dos Transportes, que é um dos sectores estratégicos do actual Executivo, só serão alcançados com a entrega e a dedicação dos trabalhadores, por estes serem os principais dinamizadores e o activo mais importante.

Ricardo Viegas de Abreu, que falava durante o segundo encontro de quadros da Unicargas, fez saber que este organismo público, ligado ao sector que dirige, é de suma importância no sistema de transportação rodoviária devido à sua transversalidade operacional. É preciso que os seus trabalhadores estejam comprometidos com as estratégias e com o plano de gestão, de forma a quebrar os ciclos negativos e, assim, alcançar a sustentabilidade. De acordo com o ministro, estar comprometido com a causa compreende a partilha de conhecimentos, de visão e de objectivos.

Tal como explicou, durante algum tempo, a Unicargas enfrentou sérias dificuldades que punham em causa a sua continuidade. Porém, nos últimos tempos, com a avaliação e a melhoria de algumas questões, esta importante empresa pública, responsável pela transportação de diversas mercadorias, saiu do ciclo negativo que enfrentava e tornou-se num dos organismos com a maior aposta dentro do sector dos transportes. Assim, para continuar a alcançar as metas traçadas, Ricardo Viegas de Abreu disse ser necessário que os trabalhadores sejam mais produtivos, mais dinâmicos e mais unidos.

“Temos de caminhar juntos, dialogar e encontrar caminhos comuns, de formas a assegurar a sustentabilidade”, frisou. Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da Unicargas, Celso Rosas, fez saber que a instituição que dirige tem apostado, cada vez mais, na formação dos quadros, de forma a tornar o ambiente de trabalho num espaço positivo e assim a alcançar os objectivos contidos no plano de gestão, cujo principal foco é tornar a empresa rentável e autossustentável. Neste sentido, explicou, é que está a ser realizado, durante dois dias, o segundo encontro de quadros da instituição, que conta com um total de 250 participantes provenientes de várias partes do país.

O certame, apontou, serve como espaço de diálogo entre o actual conselho de administração, nomeado há um ano, e o grupo de funcionários que auguram por melhorias laborais que passam, fundamentalmente, pela formação contínua e de qualidade que permitirão um melhor desempenho profissional. De acordo com Celso Rosas, actualmente, a instituição dispõe de 741 funcionários. Neste momento, está em curso um estudo de forma a avaliar se o quadro de pessoal representa, ou não, mão-de-obra excessiva. Essa avaliação, explicou, vai decorrer dos processos de transformação em curso, que passam, sobretudo, pelo aumento da sua frota, que, neste momento, dos 230 camiões de que a empresa dispõe, apenas 104 estão operacionais.

Apesar da limitação na frota, Celso Rosas fez saber que a empresa que dirige realizou, ao longo do ano de 2018, 13 mil e 691 viagens nos serviços urbanos e de longo curso, o que perfez praticamente 1milhão e 341 mil e 656 quilómetros de estrada. Segundo ainda Celso Rosas, em 2018, a sua instituição teve uma receita acima dos 5 mil milhões de kwanzas. A ideia, notou, é chegar até ao final de 2019 com um balanço acima deste valor, apostando sempre na redução das despesas que ainda são elevadas. “Pretendemos aumentar a nossa frota. E isso passa pela execução do nosso plano de acção para este ano, melhorando os resultados. Tudo isso só será possível se tivermos trabalhadores disciplinados, humildades e competentes. Por isso, temos desenvolvido um conjunto de acções que vão melhorar significativamente a nossa actuação no segmentação da transportação de cargas”, assegurou.

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