Carta do leitor: A longa metragem no Bié…

POR: Jesus A. Henda, rangel

Caro director do jornal O PAÍS, obrigado pela oportunidade que me concede nesta edição de Sábado. Escrevo para o vosso espaço a partir do Bairro Nelito Soares, no rangel, em Luanda. um assunto deixou-me perplexo nos últimos dias e está ligado ao sistema de justiça angolano. Sou leigo em matéria de Direito, mas o vosso jornal publicou, outros órgãos de comunicação social e as redes sociais veicularam, uma notícia sobre o morto que regressou. A história remonta, creio, ao ano 2013, na província do Bié. um cidadão foi acusado de ter assassinado o seu colega numa fazenda do Bugalho. Ele, por sua vez, foi condenado, mas volvidos seis anos o morto reaparece, depois do condenado já ter cumprido seis anos. O mesmo continua preso e espera pela decisão do Tribunal Supremo, uma questão que deixou a sociedade angolana admirada. Apesar de o “morto” ter aparecido, o Ministério Publico, pelo que se diz, continua duro na decisão de libertar o jovem. Isto, no meu ponto de vista, prova que as coisas não vão bem no sistema de justiça angolano, porque os juízes e procuradores, alguns, não têm sido sensíveis. Nunca foram à cadeia, sequer ver como vivem os presos, por isso pensam que só condenar sem analisar resolve. que falha tamanha! Justiça já e punição ou expulsão aos actores jurídicos do caso em questão…