Editorial: Os frutos da árvore Angola

As cadeias angolanas estão cheias, sobrelotadas. Por que será? Também com inocentes, certamente. E o caso do assassino do homem que está vivo no Bié é apenas um exemplo, mediatico, porque muitos outros não chegam ao público. Está clara a fragilidade das nossas instituições e como elas estão à mercê das vontades de quem as dirige. Investigar como deve ser para quê? Se a Polícia que tem de mostrar trabalho o diz, é porque é certo. O procurador, do alto da sua arrogância quase obrigatória, pede a condenação, e o juiz, também mal formado fruto de uma sociedade em que a escola, a inteligência e o questionamento se tornaram inimigos públicos, condena. E a nossa justiça é apenas mais um fruto de uma árvore carcomida e doente: a nossa sociedade.

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