fertilizantes e FMI

Neste momento estou com vontade olhar bem nos olhos do Governo Provincial de Benguela, apontar-lhe o dedo indicador direito na testa e dizer-lhe “estou te esconfiar”, como diz o povo. É que há coisas que não batem certo na história da fábrica de fertilizantes, e omissões no mínimo suspeitas. Ora, vejamos: o terreno foi licenciado para um fim e estava a ser ocupado para outro; terá sido aplicada uma multa, terá havido um embargo da obra, mas a construção continuou. Alguma coisa não está a ser bem explicada. Aliás, se algo cheira a esturro nisto tudo, é o facto de o Governo local não ter aquilo para dizer a quem licenciou o terreno. Já alguém reparou que se está a falar de um fantasma? Quem é o promotor da obra? É que, se se souber quem é o promotor da obra, talvez ele explique alguma coisa sobre a dita multa, o embargo e as razões para terem continuado a construção. Sim, dá vontade de olhar bem nos olhos “angelicais” do Governo de Benguela e da Administração Municipal e dizer-lhes um sonoro “não me lixem pá”! e, já agora, estou a desconfi ar de gasosas e outras coisas para se tentar tanto manter a opacidade nisto tudo. Mas, opacidade em opacidade, os desconhecidos da sociedade anónima TAAG (existindo ou potenciais), vão ter de meter a cabeça a funcionar, depois de o FMI lhe ter “embargado” o “golpe” na dívida com mais quinze aviões. Custa dizer, mas desta vez o FMI salvou-nos da boa.

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