Benguela prevê produzir 250 mil toneladas de sal/ ano dentro de dois anos

Os operadores do sector salineiro na província de Benguela estão a trabalhar no sentido de produzirem, dentro de dois anos, 250 mil toneladas de sal/ano, quantidade suficiente para as necessidades do país, a julgar pelos avultados investimentos que estão em curso e a entrega dos produtores, considerou o Secretário de Estado das Pescas, Carlos Martinola

Segundo o responsável, integrante da equipa económica do Conselho de Ministros que trabalhou na zona litoral de Benguela (Catumbela, Benguela e Baía Farta), só a salina Calombolo produziu, em 2018, 110.000 toneladas e com um pouco mais de investimentos será possível aumentar o volume de produção, numa altura em que as necessidades do país andam a volta das 250 mil toneladas/ano.

“É uma questão de contas, porque só uma salina já dispõe de uma quota anual considerável no cômputo da produção nacional, cujas estimativas apontam para cerca de 120 mil toneladas de produção interna, contra uma necessidade actual de 250 mil toneladas” realçou o responsável, deixando a ideia de haver necessidade de se afinar os dados estatísticos para aferição com exactidão da real produção interna.

Ainda assim, acrescentou, o ministério de tutela proibiu a importação de sal grosso, de modo a estimular a produção interna, estando esta prática relegada apenas para o sal já refinado, em que o défice é maior. Enquanto isso, Fernando Ferreira, sócio gerente da salina Tchiome, com mil hectares de extensão, cujas obras de construção começaram há dois anos, disse que a empresa está fazer um investimento de Usd 40.000.000,00 obtidos de várias fontes internas e externas, que vão permitir atingir uma produção produção pico de 160 mil toneladas/ano em 2020.

“Dentro de três meses, a salina vai dar início à produção de sal em pelo menos 56 a 60 hectares, com os primeiros 350 trabalhadores, mas em 2020 vai-se atingir o pico da produção (160 mil toneladas), podendo à força de trabalho evoluir para mil empregos”, admitiu.

Disse também que dos 40 milhões de dólares, terem beneficiado de um financiamento do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) na ordem dos nove milhões de dólares, enquanto os demais recursos foram obtidos a partir de créditos externos e tesouraria própria, segundo deu a conhecer o gestor.

Já na Calombolo, com dois mil hectares de espaço, dos quais 180 em produção e 900 outros em construção de novas salinas, Ricardo Jorge Mestre Coelho, chefe de produção, informou que se tudo correr bem, dentro de quatro meses mais salinas entram em funcionamento para perseguir uma produção de 150 mil toneladas estabelecida pela empresa para o corrente ano (2019). Com 180 hectares em produção, conta com 800 trabalhadores que no ano transacto alcançaram as 110 mil toneladas de produção.

A salina da Macaca, situada igualmente na mesma zona da “Cidade do Sal”, comuna do Chamume, incorpora várias unidades de produção, com consideráveis quantidades de sal já iodizado, numa área de produção especificamente preparada.