Rose Palhares apresenta colecção de roupas com identidades africanas

Glamour, elegância e extravagância, marcavam o frenesim neste primeiro evento de moda da Fashion Design Creator Rose Palhares, realizado na pitoresca Ilha de Luanda

Por: Adjelson Coimbra

A Fashion Design Creator Rose Palhares apresentou Sexta-feira, na antiga Sorefame, Ilha de Luanda, a sua mais recente colecção de roupas denominada “SOLO”, com identidades africanas.

Num cenário completamente natural, combinado com o preto da noite, foram apresentadas as 18 peças da mais recente colecção de Rose Palhares que estarão disponíveis ao público em Agosto deste ano, por mulheres que, por um lado, demostravam bravura e, por outro, alegria, ao desfilarem pela passarela. Para a anfitriã, Rose Palhares, o evento representou o fecho de um ciclo e o início de um novo na sua vida.

A marca, segundo Palhares, existe há 6 anos, e houve necessidade de fazer-se algo diferente que identificasse a marca a 100 por cento. “Pensei em realizar um evento em que a cenografia tivesse a ver com a colecção, os cabelos, as roupas, o espírito, a música, o ambiente e o que vocês viram é no que trabalhei há muito tempo.

Era exactamente tudo que eu queria mostrar, que a moda tem muito a ver com a arte”, disse. A designer disse orgulhar-se pelo facto de ter trabalhado com modelos reais num espaço abandonado há mais de 30 anos, e uma das pretensões da marca é de reavivar espaços abandonados.

“Não visto mulheres que não são reais, as minhas clientes são donas de casa, ministras, cantoras, mães, pais e educadoras. Então, decidi produzir um evento real, que não passasse apenas pelas modelos”, descreveu. Entusiasmada, Rose palhares realçou o que a levou a escolher essas mulheres para representar as suas ceriações: foi o facto de serem influentes e saberem passar ideias ou de divulgá-las.

A designer sublinhou que a maior dificuldade encontrada neste projecto foi marcar prova de roupas com mulheres reais. “Elas têm reuniões de trabalho, têm assembleias, têm reuniões sobre os filhos e não foi nada fácil, disse Palhares, acrescentando que, certas vezes, teve que parar e reflectir.

“Estou mesmo a trabalhar com mulheres reais”, questionou.
Reacção Convidada a comentar sobre o evento, a jornalista e crítica de moda Irina Alves, responsável pela revista digital ‘Baiga’, referiu que ao longo desses anos, a referida colecção acabou por ser o renascer e regresso das raízes, a identidade.

“O cenário foi criado por um artista plástico, que utilizou a terra vermelha e percebe-se que a terra também tem vida, e passa por um ciclo, tal como as pessoas. É o renascer da colecção para mulheres reais, mais democrática.

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