“Um bom sinal para a paz”, disse Donald Trump

Agora o primeiro-ministro reeleito precisa negociar. Em um sistema parlamentarista repleto de pequenos partidos que demandam coligações complexas, ganhar o pleito é só o início.

O castigo para quem não conduz bem esses acordos é a renúncia e novas eleições. Netanyahu só conseguirá manter-se se agradar a ultra-ortodoxos, sionistas e ultra-nacionalistas, que somam 26 votos.

Os ortodoxos formam 10% da população e têm benefícios para manter famílias numerosas e viver nos territórios ocupados. Os que se devotam à religião nem precisam de servir nas forças armadas.

O futuro de Israel depende tanto desse equilíbrio instável como de factores externos. Nos anos anteriores, o Likud e aliados aproveitaram-se do excelente desempenho económico.

Mas o FMI e o Banco Mundial alertam para o crescimento da dívida pública e pedem cortes nos gastos. Na política internacional, a aliança com os EUA pode mudar com uma derrota do Presidente Donald Trump nas próximas eleições.

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