Editorial: A mão militar em África

Nas quedas dos governos na Ucrânia, Jugoslávia, Roménia, Polónia, Checoslováquia, etc., falando das revoluções recentes no Leste europeu, a transição do poder foi feita de forma pacífica e os países não tiveram de passar por uma administração militar, em África, pelo contrário, tal como vimos no Egipto e agora na Argélia e no Sudão, são os militares quem dita as regras. Na Líbia o desastre destas intervenções de força já sabemos no que deu, e está a dar, aliás. Tudo isto mostra a fragilidade das sociedades africanas.

O Zimbabwe foi outro exemplo. Ou seja, de revolução em revolução, de transição em transição, as sociedades africanas continuam reféns dos homens das armas. E estes, é sabido, não costumam a gerar desenvolvimento e liberdades plenas. Em África, não.