Carta do leitor: A água continua rara e turva

O assunto tem sido debatido nos últimos dias. Gostaria tanto de não voltar a tocar nele, mas é quase impossível a julgar pela qualidade da água que temos recebido. Tivemos acesso às explicações dos responsáveis da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), mas fica difícil acreditar que seja apenas a chuva a provocar a coloração do que tem sido dado às pessoas para lavar a roupa, cozinhar ou até mesmo beber.

Acredito que estejamos perante um atentado à Saúde pública, com repercussões que nos próximos dias nos levarão a reflectir sobre o país que temos, a qualidade dos nossos responsáveis e até mesmo sobre a possível responsabilização criminal daqueles que mensalmente cobram por um serviço ineficiente.

Gostaríamos imenso de perceber que as explicações dadas fossem reais. Mas numa fase em que já não se fazem sentir muita chuva no país, principalmente nas zonas que circundam os rios que abastecem os principais aglomerados populacionais de Luanda, também era esperado dr uma qualidade de água que não preocupasse tanto os cidadãos.

Com a situação que se vive, é ponto certo que os próximos meses sejam de enormes correrias nos hospitais, sobretudo públicos, com maior predominância de crianças por causa das doenças diarreicas e outras enfermidades causadas por água imprópria para o consumo.

Que os senhores da EPAL – e já agora os da Saúde- estejam atentos. Não durmam à sombra da bananeira nem se envaideçam com o sucesso da ajuda que demos ao país irmão, Moçambique. A água que nos está a ser fornecida pode nos trazer problemas sérios.

Aqui fica o aviso de um cidadão atento e preocupado com o país que o viu nascer.

Roberto Somakassanje

Bita Sapu- Kilamba Kiaxi

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