Entreposto aduaneiro quer participação dos privados para garantia da cesta básica

A declaração foi proferida ontem em Luanda pelo presidente do Conselho de Administração do Entreposto Aduaneiro de Angola, Ludgério Peliganga. Sem avançar o volume de stock disponível, garantiu apenas que a demanda é maior que a oferta tendo apelado a participação de todos os operadores privados.

O responsável disse ainda que o Entreposto Aduaneiro de Angola está empenhado na garantia da cesta básica à população a preços justos, através da aquisição de produtos nacionais. Ludgério Peliganga falava à imprensa depois da doação de 63 toneladas de bens alimentares diversos para apoiar as populações assoladas pela seca no sul de Angola. Na ocasião, realçou que a iniciativa se enquadra no âmbito da responsabilidade social. Em relação às reclamações dos agentes comerciais sobre a inexistência de respostas favoráveis às cartas de crédito para importação, Ludgério Peliganga afirmou que tem havido encontro com os responsáveis dos bancos comerciais para a resolução deste problema.

Por outro lado, no âmbito da doação de alimentos para apoiar as populações do sul de Angola afectadas pela seca, o representante da província do Cunene, Sidónio Domingos António, disse que o Governo Central vai reconstruir as barragens e fazer furos de água para contrapor a seca que assola aquela localidade do país. Ao se referir às consequências da seca, um fenómeno que está a afectar a produção agrícola e a causar morte de gado, explicou que não há perdas de vidas humanas. Por sua vez, o director de Recursos Humanos do supermercado Deskontão, Hugo Cunha, que também doou bens alimentares diversos, afirmou ser necessária esta intervenção para minimizar os problemas causados pela seca.

Hugo Cunha disse que apesar da crise, a sua instituição aposta em soluções como saber as necessidades da população. Disse também que até ao final do ano a empresa vai contar com mais uma loja em Luanda. O Ministério do Comércio angariou hoje 104 toneladas de bens alimentares diversos para apoiar as populações assoladas pela seca na província do Cunene, através da doação feita pelo Entreposto Aduaneiro de Angola, Grupo Zahara, os supermercados Deskontão, Kero, Noble Group e Nossa Casa.

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