JURA apela ao diálogo franco e aberto em prol da juventude

A Juventude Unida Revolucionária (JURA) em Malanje, considera que as políticas gizadas pelo executivo angolano voltada para juventude estarem aquém das expectativas dos problemas juvenis, por falta de vontade política.

POR: Miguel José, em Malanje

O secretário provincial da JURA Justino Manuel, disse, nesta cidade, que a ausência de um dialogo franco e aberto, diante dos problemas que afligem a juventude, deriva da falta de sensibilidade do executivo angolano. Justino Manuel que falava para a imprensa local, em véspera da data alusiva à “Juventude Angolana”, referiu que o Plano de Desenvolvimento da Juventude (PDJ)/2014- 2917, que incluiu projectos de âmbitos provinciais e municipais, condizentes a inserção dos jovens na vida activa do país, a melhoria da sua qualidade de vida, a sua participação no desenvolvimento social e enquadramento na melhoria do seu enquadramento institucional, resultou em fracasso por se esbarrar na falta de vontade política de quem detém o poder.

Mencionou que em 17 anos de paz foram aprovados diplomas úteis e necessários, nomeadamente, a revisão da Lei Geral de Trabalho (LGT), a revisão do Código Penal (CP), a Lei Contra Violência Doméstica, mas, em contra-censo, a lei da política de Estado para a juventude continua à aguardar. Em razão de os jovens constituírem a franja populacional maioritária do país, tendo em conta o momento crucial que o país vive, o responsável juvenil da UNITA, na região da Palanca Negra Gigante, socorreu-se ao conteúdo do Arttigo 81º/n.º 2 da Constituição da República de Angola (CRA), para solicitar os órgãos de soberania a aprovação, oportuna e urgente, a lei que oriente a acção do desenvolvimento da juventude em Angola. “Temos que começar a discutir a vida da juventude”, sublinhou.

Elevar o diálogo e promover consenso O líder da organização juvenil do ‘Galo Negro’ aproveitou o ensejo para contestar data de 14 de Abril como sendo “Dia Nacional da Juventude”, pelo facto de estar associada à morte do militante do MPLA (Hoji ya Henda), tombado em Karipande em 1968, durante a luta anticolonial. Em face disso, argumentou que sobre o assunto, a JURA tem estado a debater, seriamente, com diferentes organizações juvenis para acharem uma data consensual, na qual toda a juventude se possa rever de forma inclusiva. Porém, apelou os “camaradas da situação”, a pautarem por uma conduta participativa e inclusiva, em defesa da democracia, ao invés de continuarem a tomar posições adversas à multipolaridade nacional que ponham em causa os princípios de unidade e de boa convivência entre os cidadãos da mesma pátria. Contudo, fez lembrar que à luz da CRA e da Lei, a República de Angola é um Estado Democrático de Direito que tem como fundamentos a soberania popular, o primado da Constituição e da lei, a separação de poderes e interdependência de funções, a unidade nacional, o pluralismo de expressão e de organização política e a democracia representativa e participativa. “É hora de se elevar o diálogo e promover o consenso”, finalizou.