Editorial: Toca e foge

Que o caso da Telstar seja o último em que o Presidente da República tenha de revogar uma decisão governamental, depois dos caos do apuramento da quarta operadora de telecomunicações e da compra dos aviões para a TAAG. Para já, os olhos indignados da sociedade viram-se e culpam os ministros das áreas, mas se estes episódios se repetirem mais uma ou duas vezes ainda este ano, rapidamente o Presidente passará a ser o único alvo, acusado de estar a brincar ao toca e foge, para ver se pega. os seus auxiliares devem ser mais cuidadosos e politicamente competentes, não apenas ao informá-lo como devia ser sobre cada dossier e suas implicações, mas, sobretudo, fazendo bem o seu serviço em nome da estabilidade governativa e da nação.

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