Lobito já tem dinheiro para reabilitar as valas de drenagem

As verbas surgem um mês depois de fortes chuvas que se abateram sobre as cidades do Lobito e da catumbela e que causaram 15 mortes e vários desaparecimentos

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

O anúncio é do administrador municipal do Lobito, Nelson da Conceição, para quem já estão disponíveis as quotas financeiras para o efeito, mas sem revelar o montante. Falando em conferência de imprensa, esta semana, o administrador explicou que, nos próximos dias, proceder-se-á à limpeza das principais valas de drenagem, obstruídas em consequência das fortes chuvas que se abateram sobre a região, depois de os trabalhos de reabilitação terem sido paralisados em 2018, por alegada falta de verbas. A empreitada visa inverter o cenário de morte e de destruição de moradias que se vêm registando naquela região sempre que ocorrem chuvas de grande magnitude, como as de Março de 2015 e 2019, causando vários transtornos na vida dos munícipes.

Classe empresarial

O responsável enalteceu o envolvimento da classe empresarial local, mas reconhece que muitos deles estão descapitalizados e, por isso, “não podem continuar a fazer favores à Administração”. “Para dizer que este processo até o ano passado foi feito com ajuda de alguns parceiros, tendo a Administração entrado apenas com combustível”, recordou. Para este ano, segundo Nelson da Conceição, foi preciso uma série de contactos conseguir o financiamento dessas valas, devido à descapitalização dos empresários locais.

Face ao cenário, a Administração sob sua jurisdição conseguiu convencer as instâncias superiores do Governo, até porque Lobito recebeu uma atenção especial do Executivo Central, pelo que se começou já a fazer intervenções nas valas principais de drenagem, consideradas de “pulmão do funcionamento do Lobito”, assegurando que outras de menor porte foram igualmente contempladas no projecto. Recorde-se que, em Março deste ano, em entrevista à imprensa, o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, tinha deixado transparecer que o seu executivo estava de “mão atadas” por falta de dinheiro para desassorear as valas de drenagem, então apontadas como as causadoras nas tragédias de 2015 e 2019.

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