Luxemburgo, conheces Angola? O Dj Djeff responde e mostra-te!!!

Que o dj djeff leva os amantes de house music em Angola ao rubro, toda a gente já sabe. Talvez, o que ainda nem todos tenham notado é o furor causado por este dj luso-angolano, quando assume o controlo da cabine nos palcos da europa e América. e, a 13 de Abril, Sábado, a reacção dos luxemburgueses foi a melhor, tal como acontece sempre que djeff toca na discoteca Lenox, no Luxemburgo

No coração da Europa, na capital luxemburguesa, há uma discoteca afamada com dois andares, chamada Lenox que, abarrota a cada vez que o Dj Djeff lá vai tocar. E, no último Sábado, não foi diferente. Tendo tocado no Lenox já meia dúzia de vezes, a noite de 13 de Abril foi desfrutada com euforia, vigor, pelas 1000 pessoas que quiseram curtir a noite ao som do seu Dj preferido, Djeff.

Foi uma noitada fantástica pois, para Djeff, não há melhor recompensa do que ver o público a dançar, sentir a vibe, e deixar- se levar, com ele no comando dos ritmos que guiam essas almas dançantes. E, quando toca, dentro do estilo de música electrónica, o Dj e Produtor faz permanentes viagens temáticas, transportando quem o ouve e vê para diversas vertentes do house music, como Afro Tech, Deephouse e Techno. Essa actuação do artista luso-angolano, é mais um marco na célebre carreira internacional, assinala o lançamento da habitual tour de Verão pela Europa, passando por paraísos como Santorini, na Grécia, Croácia, Itália e Martinica, na América.

Ritmos angolanos na sua bagagem musical

Djeff orgulha-se de ser filho de mãe angolana e pai cabo-verdiano, manifestando que o seu prato favorito é a apetitosa cachupa. Nascido, criado e crescido em Portugal, identifica-se igualmente com as duas heranças africanas. Na promoção do seu trabalho e ascensão na carreira artística no djing, estando e tocando no seio dos melhores, mundialmente, no house music, Louie Vega, Boddhi Satva, entre outros, Djeff apresenta- se como vindo de Angola. Entre as duas, “normalmente, costumo representar mais a bandeira angolana, porque, quando saí de Portugal e vim viver para Angola, foi em Angola que a minha carreira despoletou para o mundo”, relembrou Djeff. É com grande espanto que os Djs de outras latitudes recebem essa informação, sendo Angola, para a maioria, um destino desconhecido, pelo que, Djeff dá por referência a África do Sul, que fica aqui ao lado, situando-os.

Essa surpresa revelada, seguida de satisfação e reconhecimento por parte deles “ainda me dá mais prazer”, explicou o Dj e Produtor, pois incentiva-o mais e mais a mostrar e elevar a sua herança rítmica angolana. Na publicitação do nosso país que tem vindo a fazer há sensivelmente uma década, aos poucos, o Dj luso-angolano vai sentindo que há interesse dos seus pares internacionais em saber onde e como é Angola. Estando a cultura angolana no seu sangue e ADN, nas composições musicais que produz na vertente electrónica Afrohouse, Djeff tem evidenciado instrumentos e ritmos angolanos, que são apreciados e dançados nos quatro cantos do mundo. Na Europa ou América, ouvidas e aprovadas músicas de Djeff, a partilha expande-se pelo globo, por redes sociais, rádios, TVs, sites e rankings musicais bem conceituados, tendo sempre o selo “Made in Angola” à boleia.

Uma tour de Verão dançante pela Europa

Para os fãs que estiverem nas redondezas ou simplesmente possam seguir o seu ídolo no djing pelo mundo, amanhã, Sábado, 20 de Abril, o Dj Djeff actuará na discoteca Faraó, em Santa Cruz, Portugal. Sem descansar nem dar descanso aos amantes de música electrónica, na noite seguinte, a 21 Abril, Domingo, o Dj arrastará as suas raízes angolanas para o Suicide Club, em Roterdão, na Holanda. A 27 de Abril, Djeff actuará na Martinica, nas Caraíbas, no The Kinky, onde comprovará novamente que, para alimentar a alma com música, não interessa a língua falada, sendo a oficial na Martinica o francês.

Dj Djeff, para este ano, o que tem previsto para a famosa tour de Verão na Europa?

Neste Verão, estarei na Croácia, num festival habitual, o Suncé- Beat, em Tisno, que durará uma semana e tem um cartaz de Djs impressionante, pois é uma celebração anual da música electrónica e R&B, que reúne todos os anos pesos pesados do djing. Além disso, participarei pela primeira vez no Latin Village, um festival muito grande, na Holanda. Mais para Este, estarei a tocar em Santorini, na Grécia, passarei também por Bucareste, na Roménia, para lá actuar pela primeira vez. Cá mais para Oeste, tocarei em Madrid, Espanha, vou voltar à Sicília, em Itália, para participar noutro festival, que será o Dream Experience, enfim, estes são apenas alguns pontos pois, como é regular, estarei o Verão inteiro a viajar e a tocar pela Europa.

No início, terá sido árduo chegar a tantos festivais internacionais. Agora, como funciona?

É muito requisitado, como se vê… Hoje em dia, a posição em que eu apareço no cartaz de Djs já é seleccionada de forma diferente. Antigamente, se calhar, eles convidavam- me mais por curiosidade, ou por referências de pessoas próximas que gostavam da minha música. Mas as coisas evoluíram para melhor pois, hoje, o meu nome já funciona como um chamariz, fica na lista dos destaques porque, felizmente, ao nível internacional o meu trabalho também é respeitado e valorizado, e a marca Djeff atrai muita gente que frequenta os festivais europeus.

O que pensa que o seu reconhecimento internacional propicia à juventude angolana?

Não sei… Em parte, acho que a juventude angolana sente-se orgulhosa porque, com grande regularidade, recebo mensagens nas redes sociais onde é espelhado o carinho, estima e mesmo admiração que têm por mim. Um lado curioso é que, muitos agradecem- me, pelo exemplo e inspiração que sirvo para eles e para as suas vidas, o que me faz extremamente humilde e feliz. Por outro lado, quando vou tocar fora, as comunidades angolanas que lá residam, fazem questão de estarem presentes nas noites e mostram- me o seu apreço, dizem “força” (Risos) e coisas do género. Muitos deles não estão assim tão perto, mas, deslocam-se de uma cidade para outra, ou para um país vizinho, dentro da Europa, para ver um artista angolano longe de “casa”. De Angola, recebo também mensagens privadas de jovens a pedirem-me conselhos para os seus futuros, mesmo que tenham uma carreira e sonhos totalmente diferentes dos meus, mas vêm em comum a vontade de conquistar esses sonhos, por isso, pedem-me conselhos e, dessa forma, para mim, é o melhor impacto e exemplo que posso dar à juventude.

Um Dj que enfrenta e domina multidões noite após noite mas, Djeff, é tímido?

(Risos)… Sim, sim, sou tímido. Nunca fui uma pessoa que gostasse de ficar à frente. Contudo, com o avançar dos anos, não direi que aprendi a deixar de o ser mas, ganhei técnicas para gerir muito melhor a minha timidez. Uma boa fatia dessa aprendizagem foi adquirida a trabalhar em frente às câmaras, na TV Zimbo, a apresentar o “Made in Angola”. Levei e levo isso para todos os campos do meu trabalho artístico porque, com a minha profissão, estar na cabine, ter milhares de pessoas a olhar para ti, a focarem-te com os olhos, tipo… Tive de adaptarme mas, a timidez ainda cá mora. (Risos)