Os gulosos da dona Lourdes

Hoje é Sexta-feira Santa, falemos de coisas boas. Não me perderei no habitual amor ao próximo, perdão, etc., quero falar de coisas boas que se tocam, que se provam, como os bolos da dona Lourdes da Mapunda, no Lubango. Quem mos ofereceu teve o cuidado de dizer que eram “bolos gulosos”, rapidamente eu iria saber o que isso signifi ca: não dá para parar de comer aqueles bolos secos. Iguais, só uns de que me lembro da minha infância, da mulher do senhor Carneiro, um português motorista de autocarros. Falando de Portugal, se lá todos os jornais fazem propaganda dos Pastéis de Belém dos Jesuítas de Santo Tirso, ou dos Ovos Moles de Aveiro, ou ainda das Barrigas de Freira e dos Pastéis de Tentúgal de Coimbra, por que razão o Governo angolano não apoia a divulgação dos “gulosos” da D. Lourdes e dos enchidos maravilhosos feitos na Huíla, por exemplo? Pode- se criar marcas, pode-se ampliar negócios, pode-se ter oferta para os turistas, pode-se gerar mais empregos, pode-se criar riqueza. Basta que se deixe de misturar em tudo o partido, a bófi a e a estupidez mesquinha dos trinta por cento. Nesta Páscoa todos deveriam ter em casa alguns “gulosos” da dona Lourdes, mas nas casas dos que mandam só deve haver doçaria portuguesa importada.