Empresas mineiras preocupadas com invasão das áreas de exploração trimestre

A invasão das áreas de exploração mineira e as altas taxas praticadas pelo Porto do Namibe está a preocupar as empresas do ramo, informou recentemente o director do gabinete da provincial do Comércio, Indústria e recursos minerais da Huíla, manuel machado Quilende

Apesar desses constrangimentos, referiu ser necessário que as referidas empresas do sector mineiro procedam à localização de mais reservas para a prospecção e aumento da sua produção, em vista do consequente crescimento da economia da província. Na sua óptica, o estado actual do sector é razoável, pois as empresas conseguem sobreviver, possuem experiência que se reflecte no desenvolvimento económico e garantem receitas fiscais para o país.

Por outro lado, sublinhou que a exploração de recursos minerais deve obedecer a um conjunto de pressupostos legais e administrativos, com o Estado a assumir o seu papel e salvaguardar a vertente fiscal e ambiental para garantir os desafios que tem na forja. A província da Huíla é uma potência mineira, desde o ouro, diamantes e ferro, mas só o granito negro é explorado legalmente, notando uma corrida desenfreada para o garimpo dos restantes nos municípios de Quipungo, Chipindo, Jamba e Cuvango. Em 2018, as empresas produtoras de rochas ornamentais na Huíla depositaram na Conta Única do Tesouro 134 milhões, 500 mil, 510 kwanzas e 41 cêntimos, resultante da cobrança de guias de exportação de granito, declaração fiscal e credencial para o transporte de inertes.

Em relação, a 2017 houve um aumento de 55 milhões, 725 mil e 89 kwanzas arrecadados. No período foram produzidos seis mil e 648 blocos de granito, o que constitui um volume de 41 mil e 868,464 metros cúbicos, contra os seis mil e 394 blocos que correspondia a 36 mil e 168,477 metros cúbicos de 2017. As exportações registaram igualmente um aumento no volume de 6 mil e 260,898 metros cúbicos, o que apresenta um crescimento de16,14%.