Greve no CFl sem fim à vista

Os habitantes das províncias de luanda, Cuanza-Norte e malanje que usam os comboios do Caminho de Ferro de luanda (CFl) para se locomoverem estão privados deste serviço público por tempo indeterminado

Os trabalhadores do CFL retomaram nesta Quinta-feira a greve geral em tempo indeterminado, depois da paralisação de 14 dias, iniciada a 14 de Janeiro deste ano, por alegado incumprimento do caderno reivindicativo pela entidade patronal. Lourenço Contreiras, secretário para informação da comissão sindical do CFL, disse que a empresa só cumpriu dois dos 19 pontos do caderno reivindicativo, nomeadamente o prémio de percurso e o subsídio de alimentação. O líder sindical explicou, em declarações à Angop, que os trabalhadores, que aguardavam por uma melhoria até 31 de Março último, foram unânimes em paralisar as actividades, salvaguardando apenas os serviços mínimos que é a circulação de dois comboios por dia.

Afirmou que a entidade empregadora não negoceia, apenas passa informações quando o que se precisa é uma negociação que possa melhorar as condições sociais dos trabalhadores. Ao referir-se à greve anterior, que teve a duração de 14 dias, lamentou o facto da entidade patronal ter descontado os salários dos trabalhadores, mesmo havendo um acordo verbal. Em resposta à retomada da greve feita pela Comissão Sindical dos Trabalhadores filiado ao Sindicato Independente dos Ferroviários de Angola (SIFA), o porta- voz dos CFL, Augusto Osório, disse que dos 19 pontos do caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato, a entidade empregadora já resolveu mais de 50 por cento, faltando apenas o aumento salarial na ordem de 80 por cento.

Augusto Osório justificou que este aumento não será possível, de momento, devido à pouca produtividade da empresa, mas tão logo haja melhoria o acréscimo salarial será resolvido. Garantiu que o aumento salarial será feito de forma faseada, dependendo do aumento da produtividade da empresa, através do plano de negócios reestruturado e da aplicação do novo tarifário a ser definido pelo Governo. Sobre os pontos apresentados no caderno reivindicativo, o porta-voz dos CFL informou que a entidade patronal já resolveu o pagamento oportuno do subsídio de funeral e de alimentação, que está a ser implementado, o pagamento das horas extras foram aperfeiçoadas e já começaram a ser embolsados, a disponibilização de mais equipamentos de comunicação aos agentes ferroviários também já foi cumprida.

No que diz respeito ao seguro de saúde, uma das exigências dos trabalhadores, Augusto Osório informou que já foi assinado um contrato com a seguradora Nossa Seguros, desde Janeiro de 2019, para as áreas operacionais em 516 trabalhadores, sendo que os restantes trabalhadores administrativos farão parte da segunda fase. Quanto ao subsídio de isolamento, explicou que ficou acordado a criação de um subsídio de instalação em que ficou definido um montante de 150 mil kwanzas para quem vier a ser transferido em zonas fora de sua habitação e que os prémios de percurso estão a ser pagos.

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