ZEE encaixa 117 mil milhões de kwanzas em novos projectos de investimento

A zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo angariou, no primeiro trimestre do ano em curso, um total de 117 mil milhões de kwanzas, através de sete novos investimentos de negócios aprovados recentemente

A informação foi prestada pelo presidente do conselho de administração da ZEE Luanda/ Bengo, António Henriques da Silva, durante a inauguração da fábrica de enchidos Mestre-Akino. Segundo o responsável, esse resultado é fruto das várias acções que a administração da ZEE desenvolve, quer dentro, quer no exterior do país.

Sublinhou ainda que a escolha feita pelos promotores do investimento, pelo facto de recair sobre a ZEE como local para a sua infraestrutura, “foi condição suficiente para inserir a ZEE nos benefícios decorrentes do crescimento exponencial que pretendemos impulsionar cada vez mais e que, por sua vez, irá gerar directamente o surgimento de empresas complementares e aumento do consumo”, disse.

Segundo o responsável, destes investimentos poderá vir a criação de 950 novos postos de trabalho. Referiu que um dos objectivos da administração da ZEE é continuar a trabalhar com o intuito de conseguir o maior número possível de oportunidades de negócios alinhadas com o Plano de Desenvolvimento Nacional e com o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações seu Programa (PRODESI).

Para além disso, lembrou ainda que desde a sua tomada de posse, o Conselho de Administração da ZEE assumiu como prioridade de actuação a garantia da contribuição inequívoca para o crescimento económico do país, procurando também estabelecer uma sociedade mais justa, dinâmica, inovadora e competitiva, sem esquecer a edução, formação e protecção social como sendo os factores de qualidade indispensáveis para esse crescimento sustentado.

Para António Henriques, sem empresas novas e lucrativas, sem boas infra-estruturas económicas e socais, assim como sem a procura contínua de novos segmentos de iniciativa, não será possível realizar os fundamentos de uma economia justa que gere riqueza, crie empregos e dê
segurança e bem-estar às pessoas e às famílias. Afirmou que seria errado pensar que um espaço privilegiado, de dimensão e dispersão territorial e com grande potencial, ficasse de fora do essencial que o país vive hoje.

“A administração está a dar passos significativos no sentido de se assegurar melhorias no seu funcionamento, na relação com os promotores, através da criação de novos serviços e na melhoria dos já existentes”, esclareceu.

A ZEE Luanda-Bengo é propriedade do Estado, compreende reservas flexíveis, sendo sete reservas industriais, seis reservas agrícolas e oito reservas mineiras, distribuídas entre os municípios de Viana (oito mil hectares), Cacuaco (vinte mil hectares) e Icolo e Bengo (trinta mil hectares), na província de Luanda, e nos municípios do Dande e Ambriz (total de cento e vinte mil hectares), na província do Bengo.

error: Content is protected !!