Febre do ouro mata mais três pessoas no Chipindo

Há notícias de três mortos na semana passada, embora estejam confirmados e identificados apenas dois pelas autoridades. nos últimos tempos, grupos isolados de cidadãos nacionais, têm-se dedicado à exploração ilegal de ouro no município de Chipindo, província da Huíla, com recurso à métodos arcaicos

POR: João Katombela, na Huíla

Pelo menos duas pessoas perderam a vida na sequência de um aluimento de terra numa mina de ouro na localidade de Cassanda, a 20 quilómetros da sede municipal do Chipindo. O facto ocorreu no passado dia 19 do mês em curso, quando três cidadãos nacionais se encontravam a realizar a exploração de ouro,por volta das cinco horas da manhã.

Segundo o porta-voz do Comando Provincial dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, o resgate dos dois cadáveres só foi possível no dia 20, (Sábado) por causa da chuva intensa que caiu naquele município da Província da Huíla. Inocêncio Hungulo, que falava ontem à margem do balanço das 72 horas anteriores, disse que prosseguem as buscas por um terceiro corpo, de um homem que se encontrava na companhia dos amigos já resgatados sem vida, no momento em que tudo aconteceu. “No dia 19 de Abril do ano de 2019, registou-se o resgate de cidadão nacional de 44 anos de idade que em vida se chamava Angelino Lombila.

A operação durou duas horas. No dia seguinte, regatou- se o cadáver do nacional Pio Mujanga, numa outra operação com a duração de três horas” revelou. Uma fonte da Administração Municipal do Chipindo revelou a OPAÍS que já está em curso um plano de acção conjunta com a Polícia Nacional no sentido de se identificar os potenciais focos de exploração ilegal de ouro no município, de forma a evitar que haja mais vítimas mortais. No presente ano, este é o segundo caso de mortes em minas de ouro no município do Chipindo. O primeiro caso deu-se no passado mês de Março, tendo perdido a vida 13 pessoas, também em consequência de um desabamento de mina.

 

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