Estudantes reclamam por haver “excessiva” burocracia no INAREES

Os estudantes, sobretudo finalistas, apontam a descentralização dos serviços como solução. entretanto, MESCTI considera “impensável” a expansão, por falta de dinheiro

O Ministério do Ensino Superior Ciência, Tecnologia e Inovação reconhece a burocracia que se regista no Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES), mas garante estarem a ser gizadas estratégias para a ultrapassar. Nos últimos dias, aumentaram as reclamações de estudantes finalistas relativamente ao desempenho do instituto, devido à demora na homologação dos diplomas outorgados pelas instituições de ensino superior. Os estudantes defendem a expansão dos serviços do INAREES às províncias, visando a evitar constrangimentos com as deslocações, sempre que tenham de homologar um documento.

Segundo sugerem, as universidades públicas, para o caso particular de Benguela a UKB, deviam dispor de um gabinete que velasse por esses assuntos, para se ultrapassar a burocracia “Nós temos de percorrer quilómetros de distância para reconhecer um simples documento que podia muito bem ser feito em Benguela, bastava que houvesse vontade nesse sentido”, reclama o estudante Menezes Chiloya. O jovem pede maior sensibilidade ao Ministério, uma vez que, de Benguela a Luanda, se sujeitam a vários riscos decorrentes do mau estado da via. A ideia de Menezes é comungada por um outro estudante, identificado apenas por José, para quem os universitários enfrentam vários constrangimentos devido à ineficácia da referida instituição.

De acordo com o secretário de Estado do Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva, enquanto o pelouro não dispuser de orçamento para a expansão dos serviços para as demais províncias, Luanda continuará a ser a única região do país a detê-lo, acreditando que, a partir do ano académico 2020, o problema será resolvido. “A expansão do INAREES a outras províncias está fora de questão, porque o orçamento não permite montar uma infraestrutura e contratar pessoal. A questão da demora e da deslocação dos estudantes para obterem esta homologação está na nossa ordem do dia”, disse, garantido que se está a repensar com o INAREES, a partir de uma proposta deste, outros procedimentos para facilitar o tempo de ratificação dos diplomas. “A seu tempo, nós divulgaremos estas iniciativas”, disse à imprensa. Tendo em conta a necessidade de se tornar o processo cada vez mais célere, Eugénio da Silva pontualiza que o INAREES estuda a possibilidade de fazer deslocar equipas às instituições de ensino superior para, no devido momento de outorga, “fazer-se (igualmente) a homologação dos diplomas”

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