Suspensa circulação de comboios em Luanda

A direcção do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) suspendeu, esta quarta-feira, a circulação dos comboios na cidade capital e arredores, que fazia parte dos serviços mínimos assegurados pelos trabalhadores em greve há uma semana.
O porta-voz do CFL, Augusto Osório, justificou a medida com o argumento de que a modalidade imposta pelos grevistas, estava a pôr em causa a segurança dos passageiros e dos comboios nas passagens de nível.
Augusto Osório disse na sequência da paralisação a direcção do CFL está disposta a retomar o diálogo, disponibilidade que disse não haver da parte dos grevistas.
Os serviços mínimos deviam assegurar a circulação de quatro comboios diários, sendo que a sua paralisação está afectar mais de seis mil trabalhadores que utilizam os do serviços do CFL, segundo aquele funcionário .
Entretanto, o responsável do comissão sindical António Luís Júnior disse que não haver “mais nada a negociar com a entidade patronal”.
O sindicalista disse que suspensão dos comboios foi uma medida “descabida” da empresa que vai agravar ainda mais a vida dos trabalhadores de Luanda.
Sobre as greves em curso no CFL e também na Empresa de Águas de Luanda (EPAL), o jurista Lindo Bernardo Tito  foi citado em Luanda como tendo dito que  com base na Lei Geral de Trabalho em vigor as direcções das empresas afectadas podem pedir a requisição provisória de novos trabalhadores enquanto durar a paralisação por se tratar de sectores que lidam com a vida das pessoas.
O juristas disse ainda que as empresas não são obrigadas a pagar os trabalhadores durante o període de greve, embora consedere que as duas medidas só devem ser tomas em “situações extremas”.
Os trabalhadores em greve exigem um incremento salarial na ordem de 80 por cento.