Carta do leitor: Está demais…

POR: José N. T. Nguambi, zango, Luanda

Ilustre director do jornal O PAIS, saudações. escrevo a partir da Zango, onde vivo por força das mudanças que se operaram no centro da cidade de Luanda nos últimos anos. Como é evidente, trabalho no centro da cidade e percorro diariamente mais de 70 quilómetros, ou seja, casa trabalho e vice-versa. uma questão, está demais, tem me preocupado muito todos os dias. É a ceriminalidade nos taxis, sobretudo a noite. Quando cai a noite e não sáimos cedo do serviço, corre-se o risco de se perder o dinheiro e outros pertence. Os meliantes, dois ou três, sobem nos taxis e no meio da viagem colocam os passageiros e recebem todas as coisas. As vezes, o motorista também é da combina e quem oferecer resistência corre o risco de perder a vida. No grupo dos meliantes, se um não for com o comportamento dos assaltados, pode normalmente pedir ao motorista para alterar a rota. Isso tem preocupado muitas famílias todos os dias, porque são vidas que estão em risco e muitas vezes sem saber o que fazer. Aos poucos a Polícia Nacional vai perdendo o controlo da situação, mas peço que haja mais revista aos automobilistas. Daqui a pouco, isto é para as altas patentes da Polícia Nacional, a situação será insustentável, por isso, enquanto é cedo é mais viável tomarem-se medidas. Por outro lado, os transportes públicos devem ser mais funcionais, a iluminação pública também, porque as vias que dão acesso ao Zango e a outros pontos da periferia de Luanda são escuras. e pode-se ver, a conta gotas, a presença dos agentes da Polícia Nacional, aliás, também são humanos e têm vida. Não devem trabalhar numa zona em que as condições de trabalho sejam das piores, por isso é importante, no meu ponto de vista, criar-se uma equipa multisectorial para se analisar o fenómeno, sem emoções. A deliquência está demais em Luanda e penso que com políticas fiáveis pode-se dar a volta ao fenómeno sem se prejudicar A ou B.