Editorial: A pergunta é: quem?

O Ministério da Saúde esclareceu, em comunicado, que nenhuma pessoa testada com o reagente Aria, em Dezembro de 2018, saiu com o resultado falso positivo dos seus serviços, e tranquilizou os cidadãos em relação à segurança dos testes de vIH. Tudo isto por causa da confusão que se instalou a seguir às declarações da directora do Instituto Nacional de Luta contra a SIDA, que falou de um reagente que fornecia pistas falsas. O ministério explica-se, tranquiliza, mas não fabricou o reagente e , ao que se sabe, também não o importou, logo, deve dizer como o produto chegou aos seus serviços, quem os vendeu, com que contrato, por quanto e que outros produtos farmacêuticos vende a empresa. Nisto de saúde, sabem melhor os técnicos do ministério, não se brinca. Portanto, não se entende a protecção que se dá a quem colocou em Angola um produto inadequado. e estamos em tempos em que se jura transparência.