Registadas mais de 200 mil ocorrências sobre biodiversidade angolana

A ministra do ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo revelou que 260 mil ocorrências de espécies da biodiversidade angolana podem ser encontradas no Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF), do qual o país é membro associado desde Março do ano em curso

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realizou, ontem, em Luanda, um seminário com a finalidade de identificar potencialidades para a representação angolana no Centro de Internacional de investigação Científica do Atlântico (AIR-Centre) e no GBIF. O Sistema Global de Informação sobre a Biodiversidade (GBIF) é uma plataforma cuja missão é facilitar o acesso aberto a dados sobre a biodiversidade através da Internet, e Angola foi admitida como membro associado desta organização.

Segundo a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, registaram-se 260 mil ocorrências de espécies de biodiversidade terrestre e marinha, das quais 72 mil (28%) destas podem ser encontradas no GBIF, publicadas por cinco instituições angolanas. Existe uma quantidade considerada e importante de informação sobre a biodiversidade nas instituições angolanas, relacionada com colecções biológicas e de histórias naturais, pelo que, com adesão efectiva de Angola ao GBIF, as organizações terão de se apropriar do mecanismo de publicação de dados para que sejam elas mesmas a colocar na plataforma os dados sobre a biodiversidade do país. Depois deste processo o MESCTI terá de indicar uma instituição para exercer a função de Nó nacional.

Maria do Rosário Sambo explicou que a implementação deste serviço é de grande importância, para operacionalizar a capacidade do país de mobilizar, disponibilizar e utilizar dados sobre a ocorrência da biodiversidade. Esta informação é importante para a realização de investigação científica em diferentes áreas da biologia, ecologia e genética, de forma a contribuir para a descrição, valorização, desenvolvimento do ecoturismo ou conservação da biodiversidade angolana. Alargando-se as ferramentas de apoio à tomada de decisão política em prol de uma gestão sustentada da biodiversidade e do ambiente, ajuda bastante. A dirigente afirmou que todas as evidências mostram a importância da adesão de Angola, tanto à iniciativa AIR Centre quanto à Plataforma GBIF, pelo que espera que ambas reforcem o estudo dos oceanos, da física da atmosfera, do clima e da biodiversidade, rumo ao desenvolvimento sustentável, no âmbito do PDN 2018 – 2022.

Segundo a ministra, para que a participação de Angola seja activa, dinâmica e com resultados científicos inquestionáveis é imprescindível e determinante o engajamento das instituições públicas e privadas, sejam de ensino superior, de investigação científica e desenvolvimento ou empresas, que devem, em coordenação com o MESCTI, identificar áreas de interesse científico e tecnológico comuns que abordem as prioridades angolanas e os desafios globais. GBIF é uma plataforma co-financiada pelos governos dos países participantes, cuja missão é disponibilizar o acesso aberto a dados sobre a biodiversidade através da Internet. Depois do 2º seminário sobre a partilha de dados de biodiversidade, através do GBIF, o MESCTI e os seus parceiros assinaram o memorando de entendimento, e Angola foi admitida como membro associado, aos 26 de Março do ano em curso.