Carta do leitor: A “água potável”

POR: António Menha, Luanda

Caro director do jornal o PAíS, desejo-lhe um óptimo Sábado e espero que mantenham sempre o vosso foco: imparcialidade na abordagem das peças jornalísticas. nos últimos dias, a água que chega às nossas casas não tem sido “potável”. Por força da sua má qualidade, tem causado vários problemas de saúde aos consumidores, mesmo pondo lixívia. Ainda assim, a Empresa de Águas de Luanda (EPAL) vem a terreiro justificar que é um problema das chuvas. Meus senhores, a água não está boa, aliás tem causado infecções na pele, infecção urinária, sobretudo às senhoras. A EPAL, com o devido respeito, devia fazer um pedido de desculpas públicas e justificar o que se passa. tudo indica que àquela empresa está a passar por vários problemas internos, mas estão a agir no silêncio. Basta ver a greve dos trabalhadores. Desde que começou alí, em talatona, as partes ainda não chegaram a um consenso. os trabalhadores só querem melhores condições salariais e outros benefícios que lhes assiste como cidadãos e funcionários públicos. Mas, até aqui a entidade empregadora não atende sequer metade das condições exigidas no caderno reivindicativo. Porquê? É ponto assente que os trabalhadores ganham mal, e não nos esqueçamos que eles lidam com um produto sensível, á água. Por esta e outras razões, não temos “agua potável” em Luanda e quiçá um pouco por todo o território nacional porque razões óbvias. A água é vida, por isso é importante os dirigentes da EPAL e deste país serem mais humanos e não pensarem somente que têm dinheiro para comprar água mineral. A água da EPAL não está boa e viola aquele princípio de que ela ela não tem cheiro e cor, basta ver a que chega aos moradores das centralidades. E mais, o que fazem as estações de captação e tratamento de água? têm mesmo condições de trabalho? ou é apenas jactância para inglês ver e boi dormir. Haja paciência!

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