O ouro é que está a dar

Na província da Huíla, o que está a dar é o ouro, os garimpeiros querem lá saber da Operação Transparência, apenas pensam em como resolver as suas vidas e dos seus. A exploração no município do Chipindo, o que tem maior actividade, é ainda ilegal, o que também não permite às autoridades dizer quanto ouro se extrai e quanto dinheiro perdem com a sua venda no mercado negro. E anda o país a precisar de dinheiro. Alguns serão meros aventureiros, mas no meio dos exploradores ilegais, de certeza que haverá gente com potencial para a constituição de pequenas empresas ou de cooperativas, o que faria com que, agindo legalmente, a exportação do ouro angolano resultasse também na entrada de divisas. Tal como no diamante, por outro lado, também no ouro o país se limita a retirar o minério da terra. Quando querem comprar produtos feitos com estes minérios, ainda que joias, os angolanos vão comprar ao estrangeiro, gastando mais do que o que entrou com a “venda bruta”. É mais do que hora de se incentivar a “angolanização de toda a cadeia”, multiplicando empregos, valorizando mais os produtos e as suas exportações e, claro, aumentando as contribuições para o Estado. Potencial humano, já se sabe, não falta, é só apostar, sem receios.

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