Angola apostada em colocar mais quadros na uA

A república de Angola está apostada numa maior inserção de quadros nacionais nas União Africana (UA), compatível com o estatuto de ser um dos seis maiores contribuintes para a organização continental e Fundo de Paz, tendo já pago as suas contas até final de 2019.

Entre os 55 Estados membros da UA, Angola segue-se nas contribuições estatutárias à Argélia, Egipto, Nigéria, África do Sul e Marrocos, posição não reflectida no preenchimento das 39 vagas a que tem direito, ocupando pouco mais de 10%, o que preocupa as autoridades, nomeadamente o Ministério das Relações Exteriores.

Neste sentido, o embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da UA e Comissão Económica das Nações Unidas para África, Francisco da Cruz, teve, na Sexta-feira, um encontro interactivo com funcionários angolanos na União Africana, com vista a encontrar formas de melhorar a posição destes, bem como acrescentar quadros à organização.

“Devemos estar devidamente inseridos nas estruturas da UA, quer em número, quer em qualidade, lá onde são tomadas as decisões”, assim como para a defesa dos interesses do país, frisou o diplomata.

Esta preocupação foi já duas vezes apresentada ao vice-presidente da Comissão da UA, o embaixador Kwesi Quartey, a quem o embaixador manifestou insatisfação relativa à exiguidade de quadros angolanos, por um lado e, por outro, a condição subalterna e regime contratual dos que lá se encontram.

Em função das Reformas em curso na UA, e no âmbito do preenchimento de vagas para países sub-representados, surgem ocasionalmente candidaturas, para cujo processo Angola solicita a devida transparência.

A União Africana possui um site que pode ser encontrado no domínio https://au.int dando acesso ao link http://aucareers.org destinado ao recrutamento e pedidos de vagas da Comissão da União Africana. Por outro lado, no quadro das comemorações do 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, no encontro com a comunidade, Francisco da Cruz fez uma breve reflexão
sobre a efeméride, qualificando-a como “de extrema importância, por ter marcado efectivamente o fim da guerra em Angola”.

Realçou os benefícios da paz para o desenvolvimento do país, a sua firmeza no concerto das nações, assim como o exemplo dado ao mundo no concernente à resolução do conflito interno e, concomitantemente, o bem sucedido processo de Reconciliação Nacional.

Para o alcance da paz, estabilidade e harmonia nacional, referiu ter sido crucial o cumprimento de alguns princípios, traçados pela liderança do país, consubstanciados no diálogo, espírito de reconciliação, respeito pela dignidade humana, perdão recíproco, execução das decisões, segurança interna, entre outros aspectos.

Mencionou igualmente como elementos essenciais à boa vizinhança como garante de estabilidade regional, devendo cada Estado constituir-se garante da segurança do outro.

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