Falta de combustível encarece corrida de táxi na Huíla

Falta de combustível encarece corrida de táxi na Huíla

A província da Huíla regista, há cinco dias, uma escassez de combustíveis que está a originar filas enormes nas bombas de gasolina e gasóleo, forçando os taxistas a encurtar as rotas e a dobrar o preço habitual da corrida de 100 para 200 Kwanzas, constatou a ANGOP.

A cidade do Lubango, por exemplo, dispõe de 42 duas bombas, mas actualmente somente oito dispõem de combuistíveis. Se anteriormente o problema estava circunscrito à gasolina, na última semana estendeu-se também ao gasóleo e a Sonangol Logística e sua congénere Distribuidora recusam-se a prestar esclarecimento sobre o assunto.

O automobilista, Ricardo Sovi, disse que há um constrangimento enorme, pernoitou nas bombas e lhe foi permitido obter apenas 30 litros e na qualidade de taxista é obrigado a encurtar as rotas para poupar a gasolina. Urbano Tchabanga, moto taxista, fez saber que na periferia há já quem tente lucrar com essa carência, estando a vender o litro da gasolina a 250 Kwanzas.

Mas há relatos,afirma o entrevistado, de que nos municípios o preço seja o dobro. Um outra declaração, do professor Juliano Cassiano, que vive no bairro Kwawa, refere ter gastado 400 Kwanzas para chegar à escola, já que o táxi habitual hoje não chegou ao destino esperado, forçando-o a apanhar outro.

O gerente de uma bomba da Sonangol, Heriberto Vicente, disse que em uma semana receberam poucas, mas desconhece as razão de tal défice. Contactada pela Angop, a direcção regional da Sonangol, remeteu o assunto ao gabinete de comunicação e imagem da empresa, em Luanda. Nos últimos dois anos, a problemática da carência de combustível, sobretudo da gasolina, tem sido frequente, por razões de acondicionamento logístico na base do Lubango, assim como o atraso no transporte até ao Porto do Namibe, principal “porta” do produto que vêm a partir do estrangeiro ou de Luanda.