Alemanha disponibiliza crédito de USD mil milhão para Angola

Alemanha disponibiliza crédito de USD mil milhão para Angola

O Presidente da República anunciou ontem, em Luanda, a existência de uma linha de crédito do Deutsche Bank da Alemanha, no valor de mil milhão de dólares, montante que pode ser desbloqueado nos próximos dias.

Na sua comunicação, durante a abertura do 1º Fórum das Câmaras de Comércio de Angola, João Lourenço sublinhou que “o ministro das Finanças, Archer Mangueira, está mandatado para tratar do assunto, pelo que nos próximos dias será assinado o documento final”, avançou.

Para o governante, os sectores da agro-indústria e das pescas devem constituir prioridade para financiamento com base na linha de crédito que vem da Alemanha. Segundo o Chefe de Estado, o objectivo é o aumento de bens e serviços, assim como a criação de novos postos de emprego para os jovens ao nível do país.

Apelou para a necessidade de haver transparência no momento da disponibilização do crédito, assim como celeridade no reembolso por parte dos futuros beneficiados. Falando para uma plateia composta por homens de negócios, diplomatas e governantes, João Lourenço lembrou que o seu Executivo tem estado a trabalhar no sentido de melhorar o ambiente de negócios no país.

A título de exemplo, citou a facilitação e isenção de vistos para investidores e cidadãos de alguns países. Aos empresários, João Lourenço fez um pedido: “trabalhemos para tirar a nossa economia do estado em que se encontra. Contamos com os vossos investimentos e capacidade de correr riscos”.

Fazendas inactivas

O Presidente da República lamentou o facto de o Estado ter feito investimentos em fazendas que não deram os resultados esperados. Um dos maiores exemplos é a Aldeia Nova, situada nos arredores da cidade do Waku-Kungo, município da Cela, província do Cuanza-Sul.

O mesmo aconteceu no sector da indústria, com realce para as unidades de produção SATEC (na província do Cuanza-Norte), Textang (em Luanda) e África Têxtil 1º de Maio (em Benguela).

“Estas fábricas garantiriam empregos a muitos jovens, mas não respondem aos objectivos dos investimentos feitos pelo Estado, através de linhas de crédito”, lamentou. No sentido de fomentar a agricultura doméstica, realçou o facto de o seu governo ter dado primazia à compra de produtos nacionais para os órgãos de defesa e segurança,

Infra-estruturas em recuperação

Numa atitude que pode ser considerada como um piscar de olhos aos potenciais investidores estrangeiros, João Lourenço lembrou que o Estado angolano tem vindo a trabalhar na reabilitação de muitas infra-estruturas. Citou o caso das estradas, de portos, aeroportos e outras que servem de apoio ao sector empresarial.