Movimento sindical reitera necessidade da revisão da Lei Geral do Trabalho

A melhoria das condições salariais, de trabalho, a celeridade na resolução dos conflitos laborais e a revisão da actual Lei Geral do Trabalho (LGT), por considerarem factor de instabilidade laboral, destacaram-se, nesta quarta-feira, no país, entre as reivindicações dos trabalhadores angolanos. Em marchas organizadas pelos sindicatos, a propósito do Dia Internacional do Trabalhador (01 de Maio), o movimento apresentou ainda como preocupações dos associados a elevada taxa de desemprego, principalmente entre os jovens, a baixa taxa de cobertura do salário mínimo nacional em relação a cesta alimentar básica.
Nas suas mensagens, a massa trabalhadora que saiu, nesta quarta-feira, as ruas do país para assinalar o 01 de Maio, apelaram ao patronato o aumento salarial, a melhoria das condições de trabalho, a criações de postos de saúde nos locais de trabalho, transportes colectivos, entre outras.
Os sindicalistas defenderam a aplicação de um salário mínimo na ordem dos 80 mil kwanzas.
Apesar de reconhecer o esforço do Executivo, os trabalhadores apontaram para a necessidade da criação de mais postos de trabalho para absolver os cidadãos desempregados, sobretudo os jovens.
Em Luanda, a marcha contou com a participação de cerca de 15 mil trabalhadores, à semelhança do que ocorreu nas capitais das diversas províncias do país.
Nas províncias do Uíge, Cunene e do Namibe os governadores locais, para além de manifestarem solidariedade para com as reivindicações da classe trabalhadora, aproveitaram a ocasião para garantir que o Executivo está atento e apostado em melhorar as condições sociais.
Por outro lado, no Uíge, o seu governador, Pinda Simão, reiterou que o Governo continua a trabalhar para que as classes menos desfavorecidas tenham a garantia de um salário mínimo necessário, com vista a recuperar o poder de compra dos cidadãos, enquanto no Cunene, Vigílio Tyova apelou para um maior empenho dos trabalhadores no desenvolvimento do país, com vista ao bem-estar dos cidadãos e da estabilidade económica e social da população.
Por seu turno, o governador do Namibe, Carlos da Rocha, apelou aos trabalhadores a terem esperança num futuro melhor, em função do esforço do governo central destinado a dar resposta as suas reivindicações.
A efeméride, que hoje se assinala, teve a sua origem no massacre ocorrido em Chicago, nos primeiros dias de Maio de 1884, quando a polícia norte-americana disparou a matar contra manifestantes desarmados que exigiam uma jornada de oito horas e melhores condições de trabalho.
Inspirados nesse evento, trabalhadores e sindicalistas de todo o mundo, reunidos em Paris, em Julho de 1889, decidiram proclamar o dia 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.
Desde então, a data tem sido celebrada pelos trabalhadores de todo o mundo, sendo proibida ou ignorada por regimes autoritários e anti-democráticos, ou consagrada como feriado nos países que reconhecem os legítimos direitos dos trabalhadores e pugnam pela elevação do seu nível de vida e da melhoria das suas condições laborais, como é o caso da República de Angola.

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