Dia Internacional do Jazz em Angola dedicado às vítimas do ciclone Idai em Moçambique

Dia Internacional do Jazz em Angola dedicado às vítimas do ciclone Idai em Moçambique

Por: Adjelson Coimbra

O Escritório Regional e Multissectorial da UNESCO e a American School of Angola (Escola Americana de Angola) realizaram um concerto de carácter filantrópico comemorativo ao Dia Internacional do Jazz e em solidariedade às vítimas afectadas pelo ciclone Idai em Moçambique, nesta Terça-feira, 30, na Tenda do HCTA.

O show teve como cabeça de cartaz o ‘astro’ angolano Waldemar Bastos e contou com duas celebridades do Jazz norteamericano, Lili Haydn, violinista, vencedora de um Grammy em 2019, e o guitarrista Mitchel Long.

Os artistas norte-americanos pisam pela primeira vez o solo angolano. Waldemar Bastos considera que a música e os artistas sempre estiveram muito interligados com as causas de sofrimento, pelo facto de o artista ser uma pessoa naturalmente sensível.

Para o músico angolano constitui uma honra dar o seu contributo para ajudar uma terra para a qual, para além de outras, tem um especial carinho. Conta que em Moçambique tem muitos fãs, amigos e que quando para lá vai é sempre bem recebido. Mais do que prestar a sua ajuda, para si é uma obrigação.

Quem também assistiu ao concerto foi a ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, que classificou positivamente o show por ser de cariz filantrópico. Consigo estava a sua irmã gêmea, ex-governadora de Lunda- Sul, Cândida Narciso.

“Como sabem, esse show foi organizado principalmente para apoiar as vítimas de Moçambique e também para apoiar as crianças necessitadas de Angola, no domínio da saúde e da educação.

Portanto, mais do que isso valeu a pena terem contribuído para ajudar os nossos irmãos, tanto de Moçambique como daqui de Angola, de resto, foi um show que em Angola acho que nunca vimos igual”, disse a ministra. Conquanto, o músico Ndaka Yo Wiñi augura que o concerto tenha vindo trazer um sentido de união, paz, respeito, valorização e muito mais no sentido humanístico.

Por se tratar de uma efeméride tão importante no ponto de vista de manifestação artístico-cultural, também acaba, conta, por saudar todos os fazedores de artes, assim como apreciadores. Por seu turno, o coordenador da organização do concerto, por sinal o director executivo da American School of Angola, Marcos Agostinho, confirma que a adesão ao show é plausível. “Isto é um espectáculo e é para todos. Superou as nossas expectativas”.

Violinista internacional quer sonoridades angolanas em suas músicas

A cantora canadiana tem Waldemar Bastos como uma grande referência, avançando, exclusivamente a OPAÍS, que pretende adicionar sonoridades angolanas em suas canções. Para além de admirar Waldemar Bastos, pensa em fazer participações com ele.

“Foi uma honra estar aqui, espero que possa explorar mais nos próximos tempos e visitar até locais muito maravilhosos. Amei o público angolano. Todos eles são maravilhosos. Só estou aqui há um dia, mas gostaria de passar mais tempo”, elogiou. Lili Haydn é uma violinista, vocalista, escritora e compositora de rock nascida no Canadá. Quando criança, ela seguiu uma carreira como actriz; aos oito anos descobriu o violino e começou a concentrar-se na música clássica. Quando Haydn tinha quinze anos, ela tocou com a Filarmônica de Los Angeles.

Recentemente, ganhou um grammy e foi uma das figuras de maior destaque no show. Lili subiu ao palco e mostrou trabalho, tocando o seu violino com bastante destreza, arrepiando o público, que mostrava-se satisfeito com ovações.