Gripe A causa uma morte em Luanda

Gripe A causa uma morte em Luanda

O comunicado divulgado ontem, 1 de Maio, diz que a cidadã diagnosticada passou recentemente pela cidade de São Paulo (Brasil). “Foram, imediatamente, mobilizados todos os subsistemas de saúde nacional e a Organização Mundial da Saúde (OMS), accionando- se os mecanismos de prevenção e controlo”, lê-se no comunicado.

A doente encontrava-se isolada. As pessoas que estiveram em contacto directo com ela apresentam exames negativos para o vírus em causa, mantendose sob vigilância médica. Até ao presente momento, não se registaram quaisquer outros casos da doença.

Bem no fecho da presente edição, uma fonte do jornal OPAÍS confirmou que a cidadã A.M, de aproximadamente 55 anos, acabava de perder a vida na Clínica Girassol. Entretanto, a informação sobre a sua morte não foi confirmada, até ao fecho da edição, pelo Ministério da Saúde(MINSA).

Ainda no comunicado, o MINSA avança que mantém-se atento e acompanha de perto o desenvolvimento da situação, exortando a população a manter-se calma e serena, pois, de acordo com a OMS, o facto de se dectetar o H1N1 corresponde a um estado de alerta de nível 1, o mais baixo numa escala de 0 a 5.

Por se tratar de uma doença particularmente contagiosa, transmitida por via aérea através do contacto com objectos contaminados, o MINSA indica, como medidas de prevenção, a lavagem das mãos com água e sabão ou desinfectá-las com álcool, depois de qualquer contacto ou qualquer actividade, ao tossir ou espirrar cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel, bem como comunicar às autoridades sanitárias os casos de suspeitos de gripe A”.

Importa frisar que, em Agosto de 2009, o nosso país registou os primeiros casos de gripe A. Dois cidadãos brasileiros recém chegados ao país e dois angolanos, que tinham viajado para a África do Sul e para Portugal com passagem por Espanha, eram os pacientes que na altura o Ministério da Saúde angolano tivera divulgado.

As quatro pessoas infectadas ficaram em quarentena nas suas casas e o diagnóstico foi obtido depois de estas se terem deslocado aos serviços de saúde com sintomas. Depois de diagnosticados estes casos, as equipas sanitárias deslocaram-se a casa dos pacientes para fazerem um controlo mais apertado da situação.

Apesar deste controlo, os casos foram subindo, tendo o nosso país chegado a registar um total cumulativo de 37 casos, dos 244 investigados, (zero óbitos), já em Março de 2010. Luanda registou 33 casos, enquanto as províncias do Bengo e da Huíla confirmaram dois casos cada.

Destes casos confirmados, 30 eram de cidadãos nacionais, 22 dos quais sem antecedentes de viagem para o exterior. Os restantes estiveram em Portugal, África do Sul e Brasil.

O Estado teve de envidar esforços no sentido de controlar a epedimia, pelo que, lembra-se, chegaram a Luanda 1,8 milhões de doses de vacinas contra a gripe A, que Angola recebera por obediência ao programa de distribuição da Organização Mundial da Saúde. Devido a esta rápida intervenção, com a aplicação da vacina contra a gripe A à população, desde 2010 não registávamos casos novos deste tipo de gripe.