Carta do leitor: 1º de Maio e suas dificuldades

POR: Jesus A. Ecunde, Ondjiva

Ilustre director do jornal O PAÍS, saudações e votos de uma Sexta-feira na graça de Deus, Pai e todo o poderoso. Escrevo a partir de Ondjiva, província do Cunene, terra cujo interior clama por apoios do Exectivo e da sociedade civil. O 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, aqui, pondo a seca e a fome de lado, por uns segundos, também assinalamos a data. Muitas reivindicações foram feitas e espero que sejam acolhidas pelo Ministério do Trabalho aí em Luanda. Os trabalhadores continuam a ter dias negros, tudo porque o nível de vida não é dos melhores. A saúde e outros sectores da sociedade continuam “doentes”, mas é preciso ter fé e acreditar em quem nos governa. Penso que a era da mentira política tem os dias contados, uma vez que a ideia é progressiva, socialismo à parte. O salário, património da família, continua cada vez mais oco e sem os requisitos necessários para o sustento. Por isso, o nível de vida continua de rastos. Os trabalhadores, à luz Lei Geral do Trabalho (LGT) não têm muita protecção. Mas, nesta Quarta-feira ouvi o ministro do trabalho, Jesus Maiato, na TPA, a dizer que as melhorias não passam pela revogação parcial da LGT. Isso é mesmo sério? Os trabalhadores nesta LGT estão mesmo protegidos? Penso que o ministro queria somente aparecer, pois não sente na pele o que passam os empregados. Esta LGT não é muito humana, é verdade que também tem aspectos positivos, mas poucos. O 1º de Maio é mundial, logo devemos ser mais honestos e o capitalismo não deve ser somente selvagem…

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