Falar ajuda

Prestando-se atenção aos noticiários nacionais, nota-se uma grande presença da província da Huíla, por ser um celeiro importante do jornalismo angolano, certamente, mas também porque algumas fontes percebem que muito dos seus problemas será resolvido comunicando, consciencializando, agregando saberes e esforços para o bem. A violência é um tema recorrente no noticiário huilano, como a matéria de capa desta edição, com mais dois casos de mulheres vitimadas pela violência doméstica e de famílias desestruturadas pelo álcool. São os huilanos mais violentos que os cidadãos de outras partes do território angolano? Não, apenas aí se comunica melhor, se mostra preocupação com o problema e a busca por uma solução. Não se pode crer que os huilanos sejam mais violentos que os bienos, ou ao menos, que no Bié reine a santa paz, por exemplo, nem em relação ao Cuanza-Sul ou a Malanje. O que se passa é que as autoridades destas localidades, incluindo os seus gabinetes de comunicação, querem fingir viver noutro mundo, por vergonha (inexplicável) ou por incúria fecham os acontecimentos, ou por mera preguiça de comunicar, de trabalhar, até que o problema se torne demasiado grande.

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