Funkeira brasileira Anitta e Preto Show movimentaram Sons do Atlântico

O show iniciou às 17 horas, com o grupo Mobbers, que interpretou as canções “Ké Balar Né?”, “Vou Levar”, “Deixar Cair Geral”, entre outros temas do seu mais recente álbum, intitulado “Sobpressão”

Por: Adjelson Coimbra

Mais de 10 mil almas juntaram- se Sábado para assistir a sétima edição do “Sons do Atlântico”, um concerto organizado pelo Banco Atlântico e que tornou-se tradicional, devido à periodicidade anual. O show iniciou às 17 horas, com o grupo Mobbers, que interpretou as canções “Ké Balar Né?”, “Vou Levar”, “Deixar Cair Geral”, entre outros temas do seu mais recente álbum, intitulado “Sobpressão”.

A este seguiu-se o músico, Halisson Paixão e, posteriormente, o Filho do Zua, com quem interpretou a música “Alma Gêmea”, um tema que continua a movimentar as pistas de dança e nãosó, canção que foi entoada em uníssono com o público. Este mostrou-se bastante receptivo quando subiu ao palco a cantora Moçambicana Lizha James, com as suas dançarinas que exibiam os “toques” com destreza.

Lizha James surpreendeu o público quando chamou Neide Sofia para cantar consigo. “Tivemos ensaios, não foi fácil”, confessou. A autora de “É Male?”, que subiu pela primeira vez ao palco do Sons do Atlântico, dizia estar bastante nervosa e sentir-se tão bem quanto a maneira como foi recebida, avançando que a sua expectativa foi superada.

“O público angolano recebe bem os artistas de fora e não só. Certamente, esse show será muito especial para mim, por partilhar o palco com a Lizha James e por pisar no palco onde a Anitta pisou”, admitiu. Quando o assunto é mexer com o público a kudurista Noite e Dia não fica atrás.

Trazida ao palco pelos ombros, adornada por uma coroa prateada, significando ser a rainha do kuduro, Noite e Dia teve, de acordo com o público, uma excelente performance. Começando de si mesma até os seus dançarinos, que também tiveram tempo para ‘brilhar’. “Abre o Livro”, “Capota”, “Wakimono”, “Kibexa” e “Lhe Avança, foram algumas das músicas interpretadas pela kudurista.

Depois da kudurista, subiu ao palco Paulo Flores, mostrando bastante carinho pelo público. “Esse País” foi a canção com que abriu a sua performance dando sequência com “Poema do Semba”, “Coisas da Terra”, “Coração Farrapo”, “Bajus”, “Cabelos da Moda”, “Canto da Sereia”, “Reencontro” e “Inocente”.

Para dar continuidade ao semba apresentou-se em palco “Le Grande Chanteur de l’Angola”, Matias Damásio, com a sua banda constituída por bateristas, saxofonistas, pianista e na guitarra Mestre Fredi. Matias interpretou as canções “Mãe Negra”, em uníssono com o público. Ainda proporcionou momentos nostálgicos ao cantar “Beijo Rainha”, ”Amo Essa Mulher”, “Mãe Querida”, “Eis-me Aqui”.

Do seu penúltimo álbum ”Por Amor”, trauteou “Matemática do Amor”, “Agi sem Pensar” e do seu último álbum apenas “Voltei com Ela”. Para encerrar, com a participação de um grupo coral, trajado de branco e empunhado velas, Matias cantou “Por Angola”.

Pese embora, o grande destaque da noite ftenha sido a cantora de funk brasileira Anitta, muito antes dela subir ao palco, o público já gritava pelo seu nome silabicamente: “A-ni-tta”. Com a sua banda e dançarinas apresentou-se ao palco, para

 

gingar, sambar e rebolar tal como os brasileiros o fazem. “Bang”, “Ritmo Perfeito”, “Show das poderosas”, “Deixa Ele sofrer”, “No meu Talento”, “Meiga abusada”, “cobertor”, “Essa Mina é Louca” e “Ginza” foram as músicas interpretadas pela funkeira. “Eu quando cheguei a Luanda, ouvi que há um cara que é o rei das paradas todas. Eu vou chamar ele para cantar para nós. Vamos dançar o 150 BPM. Preto Show”, era o discurso convidativo para chamar Preto Show ao palco. O público vibrava, cantava e dançava. Este momento foi, certamente, o auge da noite.

Críticas

A imprensa, em shows de grande dimensão, encontra quase sempre transtornos para fazer o seu trabalho. A sétima edição do Sons do Atlântico não foi excepcional. Mesmo com as pulseiras com dizeres de “Imprensa”, os repórteres foram condicionados ao entrar.

O evento tinha vários acessos, mas os seguranças impediam a entrada dos profissionais da comunicação enviados para a cobertura do espectáculo, alegando que receberam orientações superiores. Indicavam determinada entrada e quando lá se fosse pediam que voltássem para o lugar, parecendo uma autêntica brincadeira.

A situação ficou minimamente tranquila, quando uma das assessoras do evento, prontificou -se a ir buscar a imprensa, após ter sido contactada, e só assim foi possível entrar. Quando a cantora brasileira fazia- se presente ao palco, a segurança manteve a imprensa presa, alegando, novamente que por ordens superiores, ninguém devia circular próximo do palco. Só os câmara-men’s da Zap, por darem cobertura em directo ao evento .

error: Content is protected !!