Cadastramento de zungueiros facilita apoio social

O registo está a ser feito mediante a passagem de brigadas móveis nos pontos de maior concentração de zungueiros das províncias de Luanda, Benguela e Huíla, por serem as parcelas do país que registam o grosso de praticantes da venda ambulante

O presidente da Associação Angolana dos Vendedores Ambulantes (AAVA), José Cassoma, considerou positiva a adesão da classe no processo de registo e atribuição do número de identificação pessoal que está a ser desenvolvido desde a semana passada. Segundo o responsável, até ao momento, já foram atribuídos perto de 750 cartões, de um total de 2800 que a sua instituição pretende fazer chegar aos seus associados, de forma a registá-los para melhor viabilização dos apoios sociais a esta franja da sociedade.

O responsável deu a conhecer que, tal como foi idealizado inicialmente, o registo está a ser feito mediante a passagem de brigadas móveis pelos pontos de maior concentração de zungueiros das províncias de Luanda, Benguela e Huíla, por serem as parcelas do país que registam o grosso de praticantes da venda ambulante. Apesar dos parcos recursos, José Cassoma frisou que o processo decorre sem sobressaltos e regista- se um forte interesse dos zungueiros em serem reconhecidos mediante o registo e identificação. Até ao momento, conforme explicou, o número de vendedores ambulantes no país ultrapassa os 4 mil.

Porém, os que não forem registados nesta primeira fase serão cadastrados ao longo dos próximos tempos, a julgar pelo processo que é de carácter contínuo e prevê registar, até ao final do ano, todos os vendedores. Por outro lado, José Cassoma fez saber que a sua organização realiza hoje uma conferência de imprensa para abordar as actividades desenvolvidas nos primeiros três meses deste ano, bem como avaliar a actuação da “Operação Resgate” que, no seu entender, foi um fiasco. Nesta mesma conferência, o activista frisou ainda que se fará, igualmente, uma apreciação sobre o clima e a relação entre os vendedores ambulantes e as autoridades do país, sobretudo a actuação da Polícia Nacional e a fiscalização. “Na verdade, doravante, será assim. Faremos um balanço a cada três meses da nossa actividade e a posição das autoridades face a venda ambulante, que é uma actividade que continua a ser vista ainda na perspectiva marginalizada”, notou.

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