Escasseiam as consequências

Escasseiam as consequências

Parece que terminaram as consequências, ninguém as tira, ninguém as assume, fechou a sua época. Estamos no país onde “no passa nada” e também “no paga nadie” e seguimos alegres. Vejamos bem: A trapalhada com a fábrica de fertilizantes em Benguela soma e segue, com governantes a humilhar outros governantes e ninguém tem coragem de dar um murro na mesa e ir-se embora, pela honra. O caso do concurso internacional para a atribuição da quarta licença de operador de telecomunicações em Angola foi a vergonha que foi, que ainda é, isto vai demorar a apagar, e, bem, ninguém salta, não há consequências. “No pasa nada”. Agora temos o país às escuras e parado, à beira de prejuízos económicos enormes, já para não falar nos efeitos na vida das pessoas em hospitais, por exemplo, com a falta de combustíveis e com as mais esfarrapadas desculpas que se pode imaginar, porque se não há dinheiro para o comprar é o quanto basta saber. O resto, os barcos, as estradas, etc., poderiam ser do primeiro mundo, sem dinheiro para a compra, não há produto para transportar neles. Mas, como em Angola não se fazem contas aos estragos da incompetência e nem da assanhadice de cada novo chefe querer fazer as coisas à sua maneira e segundo os seus interesses, bem, uma vez mais “no passa nada”, e o povo que se dane, que sofra, que resmungue, se ainda não se deu conta que está aqui a mais. Basta um comunicado lido nos noticiários e já está. Num país civilizado, o PCA da Sonangol e o ministro teriam de se explicar em viva voz? Sim, lá, porque aqui não, aqui “no passa nada”, não se incomode os senhores, por favor!