Carta do leitor: O combustível que não temos

POR: Azedo Maholo

Ilustre director do O PAíS, um jornal que aos poucos vai ganhando o seu espaço no mercado jornalístico angolano. Continuem assim, este jornal também é um pedaço na construção da democracia em Angola. Por isso, devo dizer que as coisas não vão bem, não há combustível, não há água e outros bens de primeira necessidade. Está provado que a gestão anterior cometeu muito em Angola, mas o importante é esquecer e encontrar soluções para a máquina continuar a andar. A situação continua crítica, aliás, as filas nas bombas de combustível mostram tal realidade nua e crua. Penso que a gestão da coisa pública deve encontrar novos métodos para evitar falhas do género. Nas outras províncias de Angola, a situação é mais crítica, pois algumas padarias podem parar os trabalhos. E, parando, o pão, primeiro alimento do dia, deixa de chegar à casa de muitas famílias, sem esquecer a especulação de preços nesta fase. A falta de combustível mostra que o sector industrial no país não tem pernas para andar. A indústria ligeira depende de pequenos geradores, estes que também dependem de gasolina ou gasóleo, assim, não atingem as metas que sempre se apregoaram num passado muito recente. Por outro lado, a água que chega às casas dos cidadãos nos últimos dias continua mais suja do que antes. Sem esquecer, os responsáveis da EPAl, pensando que estivessem a falar para desenhos animados, justificaram o injustificável nos órgãos de comunicação social. um dos dirigentes alegou que as coisas vão bem, logo não há que se preocupar com a situação, uma vez que nos próximos tempos vão melhorar a falta de água e a greve em Luanda. Mas, fico feliz por saber que o Presidente da república, João Lourenço, pediu um relatório detalhado à equipa económica do Executivo e espero que a resposta ao fenómeno seja imdiata, pois é o combustível que não temos…

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