Empresas madeireiras encerram actividades por falta de combustível

Membro da Associação dos Madeireiros de Angola, José Veríssimo considera vital o abastecimento de combustível para o funcionamento das empresas. Desde que faltou, dezenas paralisaram as suas actividades

Cada dia que passa os efeitos da falta de combustível no país são sentidos em todos os sectores de actividade. Na indústria da madeira, por exemplo, grande parte das empresas têm as portas encerradas. A informação foi avançada ao OPAÍS por José Veríssimo, da Associação dos Madeireiros de Angola, que referiu ainda que o sector tem uma forte dependência dos combustíveis para o seu funcionamento.

“Qualquer dificuldade em termos de abastecimento de combustíveis tem repercussão em vários seguimentos empresariais. No ramo madeireiro tende a ser ainda maior, porque as motosserras, às máquinas, os camiões e os geradores precisam de combustíveis para trabalhar. Não lhe posso precisar quantas, mas grande parte das empresas estão encerradas”, adiantou. José Veríssimo refere que, apesar do ano florestal ter sido aberto apenas na Sexta-feira passada, 03 de Maio, as consequências são incalculáveis para um sector que garante empregos e está voltado para a diversificação das exportações.

“É uma situação muito difícil. Os associados estão aflitos”, lamentou. Importa lembrar que o Presidente da República, João Lourenço, reuniu ontem, no Palácio Presidencial, com os ministros dos Recurso Mineiras e Petróleos, das Finanças, da Energia e Águas, bem como Governador do Banco Nacional de Angola para juntos destes saber das razões reais da falta de combustíveis e definir estratégias para ultrapassar a situação que está a criar transtornos aos cidadãos. No comunicado da Casa Civil consta que faltou comunicação entre a Sonangolo e vários organismos do Estado, facto que causou uma crise dos combustíveis.

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