Espectáculo de humor de Calado Show e Gilmário Vemba ‘obriga’ à realização de mais uma apresentação

Chegou a vez Calado Show e Gilmário Vemba serem os protagonistas do evento, conhecido, fundamentalmente, por ser musical. Os fãs de Calado Show e Gilmário Vemba esgotaram os ingressos e, por esse motivo, obrigaram a organização do projecto “Duetos N’Avenida, a realizar mais uma apresentação

A apresentação dos artistas estava inicialmente marcada apenas para o dia 25 de Maio (Dia de África). Todavia, a procura por ingressos obrigou a organização a realizar mais um dia de espectáculo. Assim, os humoristas apresentam-se a 24 e 25 no palco da Casa 70, em Luanda. O director executivo da Zona Jovem fez saber que a venda para o espectáculo foi “relâmpago” e isso determinou a abertura na agenda para mais uma apresentação.

A ousadia em inserir-se dois humoristas num projecto até então de cantores tem servido, de facto, de estímulo para quem vem demonstrando gostar de desafios. Por essa razão, OPAÍS conversou em exclusivo com Figueira Ginga, que manifesta como foi “excelente aceitação” do público aos nomes dos humoristas Calado Show e Gilmário Vemba.

A Zona Jovem foi ousada ao inserir a comédia e os nomes de Calado Sow e Gilmário Vemba num projecto que parecia ser 100% musical. O que fez a produtora acreditar na inclusão dessa vertente?

Um dos objectivos do Duetos N’Avenida é valorizar os artistas angolanos nas suas diferentes áreas e, sendo assim, sempre foi intenção estender o projecto para outros tipos de arte. Achamos que o humor é uma das possibilidades e também que os dois nomes escolhidos merecem visibilidade e grandes palcos. Por tudo isso, decidimos ousar e fazer esse próximo dueto. Gilmário e Calado têm obras que merecem ser reconhecidas.

Como os dois humoristas receberam o convite? E como reagiram ao facto de não serem cantores?

Reagiram com surpresa, pois pensavam que o Duetos se restringia à música. Mas logo entenderam e louvaram a iniciativa da Zona Jovem, abraçando o desafio. Calado e Gilmário prometem fazer o melhor para dignificar a escolha. Chalana Dantas, que é músico, tem feito a direcção de concertos musicais. Como será isso do Chalana dirigir um stand up comedy! Chalana é “a cara” de uma equipa que tem trabalhado para dar ao público o melhor no âmbito musical e este é um desafio de equipa. Da mesma forma que temos, todos nós em conjunto, nos desdobrado para tentar fazer o melhor possível a cada dueto, vamos agora entender o melhor possível do universo do stand up comedy e fazer um show à medida da expectativa do público, que apresente a cumplicidade habitual do projecto e o melhor de cada um dos intervenientes.

Pelo que conhece desses dois nomes, como define Calado Show e Gilmário?

São o melhor que existe no universo dos que fazem humor inteligente. Eles são dois ícones na arte de retratar de forma humorística a realidade social angolana. É isto que queremos e vamos ter, com certeza, na Casa 70.

Vai haver dança, música ou será um show apenas de piadas?

Vai ser um show com arte no seu melhor, em que o humor será o mestre a ser suportado por tudo o que há de melhor na cultura angolana. Muitas surpresas! Será diferente e memorável! Acreditem!

Piadas costumam dar espaço a temas mais ousados, mesmo ‘picantes’. Mas a Casa 70 é um espaço digamos que “familiar”, será tomado algum cuidado nesse sentido?

Pelo que estes dois artistas nos têm apresentado, o cuidado de não ferir lá estará presente, mas sem quebrar a essência dos humoristas. Linguagem explícita, sim, mas dentro dos padrões sociais que nos caracterizam.

O show será 100% de raiz ou os artistas trarão algo do que já vêm fazendo?

Só o facto de juntar Calado Show e Gilmário Vemba em dueto já se pode prever um show que será a junção do que eles vêm fazendo, com uma pitada forte de criatividade juntando o melhor de um e de outro! “Fazer da diferença diferente”, como diz o nosso slogan.

O sucesso de bilheteria está quase que a virar uma regra numa época em que se fala de crise. Como a Zona Jovem explica isso?

A cultura angolana tem qualidade e, quando feita à medida do seu povo, cria uma empatia na qual o espectador aceita, pelo preço em causa, homenagear os artistas de que gosta.

E por que não avançam sempre com duas noites de show? É uma estratégia ou um perfil cuidadoso que a Zona Jovem quer adoptar?

De facto, preferimos ter prudência e controlo de custos. Como sempre dissemos, estamos numa fase de consolidação do projecto Duetos N’Avenida. E, olha, temos sido muito criticados pela aposta no humor e, no entanto, estamos a ter esta grata surpresa.

Podem vir a ser três noites?

Por enquanto vamos ficar pelos dois shows. Só o público dirá se quer um terceiro. Voltando um pouco ao Duetos de Pérola e Yola Semedo, ainda há alguma possibilidade de as duas cantoras fazerem mais um Duetos N’Avenida? Sempre dissemos que este era um dueto para eternizar. Foi de uma procura nunca vista nos Duetos, logo, poderemos ter ainda este ano outra edição desse show.

Voltando um pouco ao Duetos de Pérola e Yola Semedo, ainda há alguma possibilidade de as duas cantoras fazerem mais um Duetos N’Avenida?

Sempre dissemos que este era um dueto para eternizar. Foi de uma procura nunca vista nos Duetos, logo, poderemos ter ainda este ano outra edição desse show.

Daqui a menos de um mês estamos no segundo semestre do ano e a Zona Jovem prevê abrir a terceira temporada. Quais são os nomes que nos pode antecipar? Que novidades o público pode contar?

Ainda estamos em elaboração da terceira temporada, que será importante para consolidação do projecto. Estamos a preparar com todo cuidado. Nomes há, mas as negociações estão em curso. Avançá-los ainda não podemos. O começo do mês de Agosto será o momento certo para anunciarmos a programação completa da temporada que terá o primeiro show no final desse mesmo mês. E sempre na certeza que estamos a dar o nosso melhor para continuar a brindar o público com o melhor da nossa cultura.

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